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Psicanalista explica que buscar terapia de casal não significa fracasso, mas investimento na relação

Blenda Oliveira desmistifica a ideia de que recurso só precisa ser buscado em momentos de crises na relação

23 set 2025 - 16h13
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Costumam associar a terapia de casal como um último recurso, e a buscam apenas quando a relação já está em crise. Porém, de acordo com a psicanalista e doutora em Psicologia pela PUC-SP, Blenda Oliveira, essa visão é limitada e equivocada. O processo terapêutico pode ser uma ferramenta de fortalecimento do vínculo, de aprimoramento da comunicação e de desenvolvimento de um espaço de escuta mútua.

Costumam associar a terapia de casal como um último recurso, porém, essa visão é limitada e equivocada, segundo a psicóloga Blenda Oliveira
Costumam associar a terapia de casal como um último recurso, porém, essa visão é limitada e equivocada, segundo a psicóloga Blenda Oliveira
Foto: depositphotos.com / IgorVetushko / Bons Fluidos

Terapia de casal é investimento na relação

Segundo a especialista, enxergar a terapia como um "pedido de socorro" impede muitos casais de aproveitarem seu potencial preventivo. "O acompanhamento terapêutico é também um investimento no relacionamento, pois ajuda a identificar padrões de comportamento que podem gerar conflitos no futuro e abre espaço para diálogos mais saudáveis", explica.

Esse movimento, destaca a psicanalista, é semelhante à forma como muitas pessoas encaram o cuidado com a saúde física. "Assim como procuramos um médico para prevenir doenças, a terapia de casal pode funcionar como um cuidado preventivo, favorecendo a construção de relações mais conscientes e menos reativas", acrescenta.

Períodos de transição

Além de apoiar casais em momentos de dificuldade, indica-se a terapia em períodos de transição. Situações como o nascimento de um filho, mudanças de trabalho ou mesmo a aposentadoria podem alterar a dinâmica do casal. Nessas fases, ter um espaço terapêutico favorece a adaptação e fortalece o vínculo diante das mudanças inevitáveis da vida.

Outro ponto fundamental é que a terapia de casal não busca "culpados". O processo se concentra em compreender a construção das dinâmicas e a contribuição de cada parceiro para o equilíbrio da relação. "Mais do que apontar erros, a terapia busca criar condições para que cada um compreenda suas necessidades e aprenda a comunicá-las de forma clara", ressalta Oliveira.

Terapia de casal é maturidade emocional

A especialista reforça ainda que investir no processo terapêutico não é sinal de fraqueza, mas sim de maturidade emocional. "Casais que se abrem para a terapia demonstram disposição para crescerem juntos e aprenderem novas formas de lidar com os desafios da convivência. Essa escolha mostra responsabilidade e compromisso com a relação", afirma.

Por fim, para Blenda, é preciso naturalizar a busca pelo cuidado psicológico de casal, sem estigmas ou preconceitos. Ao contrário de indicar um fim iminente, procurar terapia pode ser justamente o começo de uma nova fase da relação — mais sólida, consciente e amorosa.

Sobre Blenda Oliveira

Ela é doutora em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e  psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP). É autora do livro Fazendo as pazes com a ansiedade, publicado pela Editora Nacional, que foi indicado ao Prêmio Jabuti em 2023. A especialista também palestra sobre saúde mental e autoconhecimento e vem se dedicando ao tema do envelhecimento e solidão.

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