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Proteja seu pet do calor: veja cuidados importantes para adotar no verão

Altas temperaturas podem colocar em risco a saúde dos animais de estimação, exigindo atenção dos tutores

22 jan 2026 - 16h01
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Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas em janeiro, os cuidados com os pets precisam ser intensificados. Cães e gatos, assim como os humanos, sofrem com o calor, e para eles os riscos podem ser ainda maiores. Estudos mostram que o calor extremo está diretamente ligado ao surgimento de problemas de saúde e até ao aumento da mortalidade entre os animais, tornando a prevenção essencial durante esta época do ano.

Nos dias mais quentes, o ideal é ajustar a rotina do pet para evitar exposição ao sol intenso e reduzir os riscos à saúde
Nos dias mais quentes, o ideal é ajustar a rotina do pet para evitar exposição ao sol intenso e reduzir os riscos à saúde
Foto: Prime.Pixels | Shutterstock / Portal EdiCase

A pesquisa "Feeling the heat: associations among daily ambient temperatures, extreme heat days and risk mortality in Australian dogs from New South Wales (1997-2017)", publicada em 2025 no Australian Veterinary Journal, revelou uma correlação direta entre calor e risco de morte em cães.

Conforme o estudo, a cada aumento de 1 °C na temperatura máxima diária acima dos 25 °C, o risco de mortalidade canina cresce cerca de 0,6%. Em dias de calor extremo, em torno de 32 °C, esse risco chega a ser aproximadamente 9,5% maior em comparação com dias de temperatura considerada normal.

O levantamento também aponta que raças braquicefálicas, como os buldogues, além de cães com doenças pré-existentes, estão entre os mais vulneráveis às chamadas doenças relacionadas ao calor, conhecidas como Heat-Related Illness (HRI).

Sintomas que servem de alerta

Pollyana Rocha, médica-veterinária da Afya Montes Claros, explica que os cães podem sofrer doenças relacionadas às altas temperaturas quando absorvem ou produzem mais calor do que conseguem dissipar. Essa condição é chamada de intermação (ou golpe de calor) e também pode ocorrer em seres humanos.

"Os principais sinais de alerta incluem: ofegação intensa, acelerada e ruidosa, gengivas muito avermelhadas, vômitos, fraqueza, dificuldade para se manter em pé, desorientação e até desmaios. Diante desses sinais, o atendimento veterinário deve ser imediato", lista.

Além disso, segundo a médica-veterinária, algumas medidas iniciais são essenciais para ajudar a reduzir a temperatura corporal do animal, sendo decisivas para evitar complicações graves e danos irreversíveis aos órgãos.

"Caso o animal não recupere o fôlego rapidamente após ser levado para um ambiente fresco ou apresente qualquer alteração de comportamento, é fundamental iniciar o resfriamento gradual enquanto se desloca para a clínica. Utilize água em temperatura ambiente, priorizando regiões como patas, axilas e virilhas", orienta.

Aumento de doenças dermatológicas no verão

Além dos riscos imediatos como a hipertermia e o golpe de calor, o verão também favorece o surgimento ou agravamento de doenças dermatológicas. Uma das mais comuns é a dermatite atópica canina. Conforme o Centro de Saúde Canina da Universidade Cornell, em Nova York, essa condição afeta entre 10% e 15% da população de cães, sendo caracterizada por coceira intensa e inflamações na pele.

Raças como labrador retriever, golden retriever, buldogues, boxers, shih tzu, pit bull, shar pei, entre outras, estão entre as mais predispostas, mas cachorros sem raça definida também podem desenvolver a doença.

A médica-veterinária da Afya comenta que nesta época do ano há uma combinação de temperatura alta, umidade e aumento de alguns alérgenos, aumentando a chance de crises de dermatite. "Áreas de dobras e região com pelos podem criar um ambiente quente e úmido que favorece o crescimento de bactérias e fungos habitantes normais da pele, piorando a coceira. Podemos ter também uma desidratação da barreira da pele, já que a pele atópica é naturalmente seca e 'porosa' e, com o calor, ela perde mais umidade, ficando mais sensível a irritantes", explica.

Ao sair com seu pet em dias quentes, é fundamental manter a hidratação do animal
Ao sair com seu pet em dias quentes, é fundamental manter a hidratação do animal
Foto: Gorodenkoff | Shutterstock / Portal EdiCase

Cuidados com os animais no verão

Outro dado que chama atenção, publicado no Australian Veterinary Journal, é o aumento expressivo da mortalidade em períodos específicos. Segundo o mesmo estudo, as mortes de cães aumentam cerca de 155% em feriados e quase dobram aos domingos, possivelmente em razão de mudanças na rotina, maior exposição ao sol, passeios em horários inadequados ou menor supervisão, embora as causas exatas ainda não estejam totalmente esclarecidas.

Por isso, Pollyana Rocha informa quatro ações para os cuidadores ajustarem aos pets neste período de calor intenso. Confira!

1. Passeios nos horários certos

Ajuste os horários de passeio do seu pet para antes das 8h da manhã ou após as 20h, evitando os períodos de maior calor.

2. Hidratação constante

Distribua vários potes de água fresca pela casa e troque-os com frequência. É possível adicionar cubos de gelo para ajudar a manter a água fresca.

3. Nunca deixe o pet sozinho no carro

Mesmo com as janelas entreabertas e o veículo na sombra, a temperatura interna pode subir rapidamente e atingir níveis fatais em poucos minutos.

4. Superfícies frescas e sombra

Garanta que o pet tenha acesso a locais com sombra e boa ventilação. Tapetes gelados ou permitir que o animal se deite em pisos frios ajudam na troca de calor e no conforto térmico.

"Essas medidas preventivas, quando adotadas no dia a dia, são fundamentais para proteger a saúde do seu pet, reduzir os riscos associados ao calor excessivo e garantir mais conforto, bem-estar e qualidade de vida durante o verão", conclui a especialista da Afya Montes Claros.

Por Pamella Cavalcanti

Portal EdiCase
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