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O sono dos pets: por que os gatos dormem mais que os cães

Gatos x cães: descubra quantas horas dormem, por que gatos dormem mais e como o instinto molda o sono dos pets

31 mar 2026 - 15h30
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Gatos e cães compartilham a casa, mas vivem o descanso de maneiras bem diferentes. Quem observa com atenção percebe logo que o gato passa boa parte do dia cochilando. Já o cão tende a acompanhar mais de perto o movimento da família. Essa diferença não surge por acaso. Ela tem relação direta com a história de cada espécie e com a forma como esses animais evoluíram na natureza.

A palavra-chave nesse tema é ritmo. Felinos domésticos seguem um padrão próprio, mesmo dentro de apartamentos. Cães, por outro lado, mudam o sono para encaixar a rotina humana. Assim, as horas de descanso variam bastante entre indivíduos. Além disso, fatores como idade, raça e nível de atividade ampliam ainda mais essa variação.

Cão e gato – depositphotos.com / AllaSerebrina
Cão e gato – depositphotos.com / AllaSerebrina
Foto: Giro 10

Quantas horas gatos e cães dormem por dia?

Gatos adultos costumam dormir entre 12 e 16 horas por dia. Alguns chegam a 18 horas em dias mais calmos. Esse tempo inclui sono profundo e muitos cochilos curtos. Por isso, o animal parece sempre pronto para levantar e brincar.

Cães adultos, em geral, dormem menos. A média fica entre 10 e 14 horas por dia. Cães de guarda ou muito ativos podem dormir perto do limite inferior. Já animais mais tranquilos, que passam o dia dentro de casa, às vezes se aproximam do limite superior.

Filhotes de ambas as espécies dormem por mais tempo. Em muitos casos, o descanso passa facilmente de 18 horas diárias. Esse padrão ajuda o crescimento e o desenvolvimento cerebral. Idosos também prolongam o sono. Gatos e cães mais velhos cansam com rapidez e, portanto, distribuem vários cochilos ao longo do dia.

Por que gatos dormem mais do que cães?

O principal motivo está na origem predadora dos felinos. Na natureza, o gato gasta muita energia em curtas explosões de caça. Em seguida, economiza forças com longos períodos de repouso. O corpo felino se adaptou a esse ciclo de gasto intenso e recuperação prolongada.

Além disso, o gato doméstico ainda mantém forte instinto de caçador solitário. Ele precisa ficar pronto para reagir rápido a qualquer estímulo. Por essa razão, dorme com facilidade, mas acorda com o menor ruído. Muitos tutores notam esse comportamento durante a noite. O animal parece dormir fundo e, de repente, surge correndo pelo cômodo.

O cão seguiu outro caminho evolutivo. Espécies ancestrais viviam em grupo, com divisão de tarefas e vigilância constante. Assim, o sono canino se tornou mais flexível. O animal pode alternar períodos de repouso leve e atenção ao ambiente. Essa flexibilidade permite maior adaptação à rotina humana.

Cão e gato –
Cão e gato –
Foto: depositphotos.com / ilona75 / Giro 10

Como o comportamento natural influencia o padrão de sono?

Gatos exibem um comportamento crepuscular. Eles ficam mais ativos ao amanhecer e ao anoitecer. Na natureza, esses horários oferecem boas condições de caça. Por isso, o gato doméstico tende a brincar mais nesses momentos. Ao longo do dia, ele distribui cochilos em locais seguros e silenciosos.

Cães também podem ter picos de energia pela manhã e no fim da tarde. Porém, eles ajustam o relógio interno com mais facilidade. A presença constante da família influencia fortemente o ciclo de sono. Quando a casa fica silenciosa, o cão costuma relaxar. Se todos se levantam cedo, o animal acorda junto.

Esse ajuste aparece com clareza em ambientes urbanos. Muitos cães acompanham horários de trabalho e estudo dos tutores. Dormem mais quando a casa fica vazia e se mantêm alertas quando todos retornam. Gatos também notam a rotina, mas preservam maior independência. Mesmo com movimento na casa, continuam cochilando em prateleiras, sofás ou camas.

Idade, raça e nível de atividade mudam o sono?

A idade exerce grande influência. Filhotes de gato e de cão gastam energia intensa em períodos curtos. Logo depois, caem em sono profundo. Esse ciclo se repete várias vezes por dia. Com o crescimento, o padrão se estabiliza. Na velhice, o corpo pede mais descanso. Articulações doloridas e menor disposição favorecem cochilos frequentes.

A raça também altera o tempo de sono, sobretudo em cães. Raças de grande porte, como São Bernardo ou Dogue Alemão, tendem a dormir mais horas. Cães de trabalho, como Border Collie, permanecem ativos por mais tempo. Em gatos, as diferenças de raça existem, mas surgem de forma menos marcada. Alguns parecem mais brincalhões, enquanto outros se mostram naturalmente mais calmos.

O nível de atividade diária completa o quadro. Animais que recebem estímulo mental e físico adequado dormem melhor. Caminhadas, brincadeiras e enriquecimento ambiental regulam o sono. Em contraste, tédio e sedentarismo podem levar a cochilos excessivos e pouca qualidade de descanso. Nesse cenário, o animal dorme por muitos períodos, mas acorda ao menor estímulo e não recupera plenamente as energias.

Quais curiosidades chamam atenção sobre o sono de gatos e cães?

Gatos alternam fases de sono leve e profundo com rapidez. Em muitos casos, parecem dormir, porém mantêm os sentidos atentos. As orelhas se movem com qualquer ruído. Os olhos podem ficar semifechados, prontos para abrir em poucos segundos. Esse padrão ajuda a escapar de predadores e a aproveitar oportunidades de caça.

Cães, por sua vez, demonstram forte capacidade de sincronizar o sono com a rotina humana. Em casas com horários bem definidos, o animal costuma criar um roteiro próprio. Dorme durante a noite, cochila em momentos de calma e desperta quando escuta passos ou portas. Muitos tutores relatam inclusive que o cão deita pouco antes do horário habitual de descanso da família.

Outro ponto interessante envolve sonhos. Estudos indicam que gatos e cães entram em fases de sono em que ocorrem movimentos rápidos dos olhos. Nesses momentos, patas tremem, bigodes se mexem e o animal pode emitir pequenos sons. Especialistas relacionam essas reações a possíveis sonhos com situações do dia, como corridas, brincadeiras ou interações com pessoas.

Assim, apesar de dividirem o mesmo lar, gatos e cães seguem relógios internos distintos. Cada espécie carrega na forma de dormir uma parte importante de sua história evolutiva. Observar esses hábitos ajuda a entender melhor as necessidades de descanso de cada animal e favorece uma convivência mais harmoniosa dentro de casa.

Giro 10
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