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Perigo e praia: especialistas alertam para cuidados com pets

Com o aumento das viagens ao litoral no verão, cresce também a exposição de cães e gatos a ambientes que exigem cuidados específicos. Veterinários alertam que sol excessivo, água do mar e mudanças bruscas de rotina podem causar desidratação, hipertermia, problemas gastrointestinais e estresse, sobretudo em animais idosos ou com condições de saúde prévias.

5 jan 2026 - 14h45
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Preparando-se para o passeio: cuidados essenciais

Com a chegada do verão e o aumento das viagens para o litoral, cresce também a presença de cães e gatos em ambientes de praia. Apesar de o período ser associado ao lazer, especialistas alertam que a estação exige cuidados com a saúde dos pets no verão, já que o calor intenso e as mudanças de ambiente podem representar riscos importantes.

Sol forte, areia quente e água do mar são fatores que merecem atenção antes mesmo de sair de casa.

 

Por que o verão exige atenção redobrada com os animais

Veterinários do Grupo Hospitalar Pet Support explicam que a exposição prolongada ao sol pode provocar hipertermia, desidratação e queimaduras na pele dos animais. O risco é ainda maior em dias muito quentes e úmidos, comuns no litoral.

Foto: Shutterstock / Alto Astral

A areia quente também representa perigo. Ela pode causar lesões nas almofadas das patas, muitas vezes percebidas apenas quando o animal começa a mancar ou demonstra dor ao caminhar.

Outro ponto de alerta é a ingestão de água do mar. Segundo a veterinária Helena Graser, esse hábito pode provocar intoxicações, vômitos, diarreia e desequilíbrios eletrolíticos.

"O consumo de água salgada não é inofensivo. Durante o verão, é comum recebermos animais com quadros gastrointestinais e desidratação associados a esse comportamento", explica.

 

Os principais riscos do calor para cães e gatos

Além dos fatores físicos, as mudanças bruscas de rotina também impactam a saúde dos pets. Viagens, alteração nos horários de alimentação e descanso, novos estímulos e o próprio estresse térmico podem favorecer a queda da imunidade.

Essas condições aumentam o risco de agravamento de doenças pré-existentes, principalmente em animais idosos, cardiopatas ou com problemas respiratórios.

 

Cuidados simples que fazem a diferença no verão

Para reduzir os riscos, os especialistas orientam que os passeios sejam feitos apenas nos horários de menor incidência solar, como início da manhã ou final da tarde. A oferta constante de água fresca e o acesso à sombra são indispensáveis.

O uso de protetor solar específico para pets também pode ser indicado, principalmente em animais de pelagem clara ou com pouca cobertura de pelos. Além disso, os tutores devem observar sinais de alerta, como respiração ofegante excessiva, apatia, cansaço extremo ou dificuldade de locomoção.

"O verão pode ser um período positivo para os pets, desde que os tutores respeitem os limites fisiológicos de cada animal. Cuidar também é saber a hora de interromper a atividade e priorizar o bem-estar", reforça Helena.

 

Atenção especial a raças mais sensíveis ao calor

Os veterinários fazem ainda um alerta para animais braquicefálicos, como buldogues, pugs, shih-tzus, persas e himalaios. Essas raças têm maior dificuldade para regular a temperatura corporal devido às características anatômicas das vias aéreas.

Em ambientes quentes e úmidos, como o litoral durante o verão, o risco de hipertermia e insuficiência respiratória é ainda maior.

Por fim, os especialistas orientam que os tutores verifiquem as regras sobre a presença de animais nas praias, que variam conforme a cidade. Diante de qualquer sinal de desconforto ou alteração clínica, o atendimento veterinário deve ser procurado imediatamente.

Alto Astral
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