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Partos são proibidos em Fernando de Noronha? Entenda as regras e como funciona

Caso recente reacendeu o debate sobre o protocolo adotado na ilha, que prevê a transferência de gestantes para o Recife antes do parto

28 jul 2026 - 09h04
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O caso da mulher que deu à luz um menino em Fernando de Noronha, no último domingo (26), chamou a atenção para o protocolo que impede a realização de partos na ilha. O arquipélago de Pernambuco, mundialmente conhecido como um famoso destino turístico, não registrava nascimentos desde 2004.

Caso recente reacendeu o debate sobre o protocolo adotado na ilha, que prevê a transferência de gestantes para o Recife antes do parto
Caso recente reacendeu o debate sobre o protocolo adotado na ilha, que prevê a transferência de gestantes para o Recife antes do parto
Foto: Dot Images/Photo Images / Bons Fluidos

Por que partos não são permitidos na ilha?

Não existe uma lei que proíba gestantes de darem à luz na ilha. No entanto, uma determinação do governo do estado estabelece que moradoras grávidas sejam transferidas para o Recife ao completarem 28 semanas de gestação. A medida teve início em 2004, após a desativação da única maternidade de Fernando de Noronha, que funcionava no Hospital São Lucas.

Na época, a justificativa para o fechamento foi o alto custo de manutenção da unidade em relação ao número de nascimentos. A média era de apenas 40 partos por ano. Esse protocolo ganhou mais clareza com a portaria AG/ATDEFN nº 063/2021. O documento aconselha a saída de gestantes a partir do 7º mês de gravidez. Além disso, recomenda evitar a entrada de mulheres grávidas nesse período.

Segundo as autoridades, a medida visa garantir a segurança da mãe e do recém-nascido. Isso porque a  única instituição de saúde em funcionamento na ilha é de média complexidade. Dessa forma, seguindo orientações do Ministério da Saúde, a unidade não possui a estrutura adequada para realizar partos.

Protocolo para grávidas em Fernando de Noronha

Há mais de vinte anos, o governo estadual custeia o encaminhamento de gestantes para o Recife. O benefício inclui passagens aéreas, estadia, alimentação e o acompanhamento de um familiar. Apesar da viagem para o parto, a mãe pode registrar a criança em Fernando de Noronha após o nascimento.

A regra também se aplica a visitantes. Mulheres a partir da 28ª semana de gravidez precisam apresentar um Termo de Responsabilidade. Geralmente, as companhias aéreas ou os responsáveis por voos privados exigem o documento. Eles devem enviá-lo à Superintendência de Saúde com até 72 horas de antecedência em relação ao voo.

No caso mais recente, a mulher morava temporariamente na ilha e só descobriu a gestação na 41ª semana. Segundo o órgão de saúde, a moradora deu entrada na unidade com dores lombares e, inicialmente, negou a gravidez. No entanto, os exames confirmaram a suspeita. Como a gestação estava em estágio avançado, a equipe médica não pôde realizar a transferência, e a mãe deu à luz em Fernando de Noronha. Logo depois, uma equipe transferiu o bebê para o Recife, onde ele segue em estado estável na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.

Bons Fluidos
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