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Andreas Almgren quebra jejum de 18 anos e vence a Maratona de Nova York

Sueco vence e encerra jejum de 18 anos sem campeão nascido fora da África; Sheila Chepkirui repete o título feminino em edição recorde, com 61.146 concluintes

2 nov 2026 - 20h54
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Resumo
O sueco Andreas Almgren venceu a Maratona de Nova York de 2026 em sua estreia na distância, quebrando um jejum de 18 anos sem campeões masculinos nascidos fora da África. Na prova feminina, a queniana Sheila Chepkirui garantiu o bicampeonato. Em edição histórica, o evento tornou-se a primeira maratona a superar 60 mil concluintes, reunindo mais de 61 mil atletas de 153 países, além de celebrar os 50 anos do tradicional percurso que percorre os cinco distritos da cidade norte-americana.
Almgren na coletiva de imprensa da Maratona de Nova York (Foto: Da Ping Luo / NYRR)
Almgren na coletiva de imprensa da Maratona de Nova York (Foto: Da Ping Luo / NYRR)
Foto: Divulgação / Contra-Relógio

Andreas Almgren, da Suécia, venceu neste domingo (1º) a Maratona de Nova York em sua estreia na distância e encerrou um período de 18 anos sem um campeão masculino nascido fora da África. O último havia sido o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, vencedor em 2008, quando conquistou seu segundo título na prova. Ele também havia vencido em 2006.

Na disputa feminina, a queniana Sheila Chepkirui confirmou o favoritismo, repetindo a vitória de 2024. A edição de 2026 entrou para a história também pelo número de concluintes: foram 61.146, a primeira maratona a superar a marca de 60 mil corredores que cruzaram a linha de chegada. A prova teve 61.529 participantes na largada.

Almgren completou os 42,195 km em 2h06min01. Campeão europeu dos 10.000 m e vencedor da meia maratona no Mundial de Atletismo de Rua de 2026, o sueco tornou-se o primeiro atleta de seu país a vencer a Maratona de Nova York. Também foi o primeiro corredor a conquistar a prova em sua estreia na distância desde 2010 e apenas o segundo campeão europeu da disputa masculina nos últimos 18 anos.

O italiano Yeman Crippa terminou em segundo lugar, seguido pelo lesotiano Kamohelo Mofolo, que completou 21 anos no dia da prova e se tornou o primeiro atleta de Lesoto a subir ao pódio em Nova York.

Entre os norte-americanos, Zouhair Talbi foi o melhor colocado, em sexto lugar, com 2h06min43, estabelecendo o melhor tempo de um atleta dos Estados Unidos na história da prova.

Chepkirui venceu em 2h24min36 e alcançou seu terceiro pódio consecutivo em Nova York. É a décima mulher a conquistar mais de um título na história da competição. A norte-americana Jess McClain ficou em segundo, com 2h24min42, seu melhor resultado em uma prova das Abbott World Marathon Majors e a melhor colocação de uma norte-americana na Maratona de Nova York desde 2018. A queniana Hellen Obiri, campeã em 2025 e recordista do percurso, terminou em terceiro.

Nas provas em cadeira de rodas, o suíço Marcel Hug venceu a disputa masculina em 1h28min14 e conquistou seu oitavo título em Nova York. O norte-americano Daniel Romanchuk foi o segundo colocado, apenas um segundo atrás. Entre as mulheres, a também suíça Catherine Debrunner venceu em 1h40min02, com 8min26 de vantagem sobre a norte-americana Tatyana McFadden. Foi seu segundo título na prova e a quinta maior margem de vitória da história da categoria feminina.

A Suíça completou a dobradinha nas duas disputas de cadeira de rodas pela terceira vez. Na categoria não binária, Ryan Montgomery venceu em 2h23min39, estabelecendo um novo recorde do percurso.

Mais de 61 mil concluintes

De acordo com os números divulgados pela New York Road Runners (NYRR), organizadora da prova, 61.146 corredores concluíram a maratona. Foram 32.047 homens, 28.942 mulheres e 157 participantes não binários. A organização ressalva que os resultados ainda estão sujeitos a alterações após a verificação final da cronometragem.

A edição reuniu 15.745 concluintes internacionais, representando 153 países. A Itália foi o país com maior número de participantes de fora dos Estados Unidos, seguida pela França. Todos os 50 estados norte-americanos e outros territórios dos Estados Unidos também tiveram representantes.

A prova de 2026 marcou os 50 anos do percurso pelos cinco distritos de Nova York, formato adotado pela primeira vez em 1976. Mais de 2 milhões de espectadores acompanharam a passagem dos corredores pelas ruas da cidade, que contou ainda com milhares de voluntários.

Entre os concluintes mais velhos, o norte-americano Danil Farkash, de 90 anos, terminou em 11h24min18. Sharon Kerson, de 84 anos, foi a mulher mais velha a completar a prova, em 12h30min21. Na categoria não binária, o mais velho foi Mark Revell, de 66 anos, com 5h47min.

Os mais jovens nas categorias masculina e feminina tinham 18 anos. Edward Waltemath concluiu em 3h57min34, enquanto Lucy Weld terminou em 4h12min06, no mesmo dia em que completou 18 anos. Na categoria não binária, a mais jovem foi Zoey Schwartz, de 20 anos, com 6h23min30.

A NYRR também informou que seu programa de arrecadação para instituições beneficentes ultrapassou a meta de US$ 100 milhões antes da realização da maratona. A iniciativa, que completou 20 anos, beneficia mais de 670 organizações sem fins lucrativos.

Contra-Relógio
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