Otávio Muller relembra casamento com Preta Gil em documentário: 'Muita coisa em comum'
No documentário Meu Nome é Preta, ator relembra o início do relacionamento com a cantora, fala da criação do filho Francisco Gil e explica como o ex-casal construiu uma amizade após a separação
Quase um ano após a morte de Preta Gil, novas lembranças sobre a trajetória da cantora vêm sendo compartilhadas no documentário Meu Nome é Preta, produção original do Globoplay. Entre os depoimentos mais emocionantes está o do ator Otávio Muller, de 60 anos, que relembra o relacionamento vivido com a artista e a parceria que continuou mesmo após o fim do casamento.
Pais de Francisco Gil, hoje com 31 anos, os dois transformaram a relação amorosa em uma amizade duradoura, construída com respeito, admiração e carinho.
Como começou a história de amor
Na série documental, Otávio conta que já havia cruzado o caminho de Preta Gil anteriormente, mas acredita que o verdadeiro encontro aconteceu durante as gravações de um videoclipe da cantora Marina Lima, prima da artista. "Eu tive contato com a Preta depois da novela 'Vale Tudo', mas digo que a conheci 'de verdade' quando ela fez uma participação no clipe da Marina Lima, sua prima", relembra.
O depoimento dialoga com outra revelação presente na produção. A própria Preta conta que se encantou por Otávio ao assisti-lo na primeira versão de Vale Tudo, exibida em 1988, quando o ator interpretava o personagem Sardinha.
As lembranças da vida a dois
Ao recordar o início da vida em comum, Otávio relembra alguns momentos marcantes que viveram juntos. Entre eles, um período em que o casal chegou a morar temporariamente no Copacabana Palace, além da convivência com familiares antes de estabelecerem a própria rotina.
"Teve um período em que fomos morar no Copacabana Palace por uns dois meses, surgiu uma oportunidade de permuta. Mas, antes disso, moramos com a Sandra Gadelha, depois com o Gil e a Flora", conta. O ator também guarda com carinho as memórias da gravidez de Francisco, único filho de Preta Gil. "Tenho a sensação de que sei exatamente o dia em que a Preta engravidou", afirma.
Quando o casamento terminou, a amizade permaneceu
Embora o relacionamento amoroso tenha chegado ao fim, Otávio explica que o vínculo entre eles se fortaleceu com o passar dos anos. Segundo ele, a separação permitiu que construíssem uma amizade ainda mais sólida, especialmente por causa da criação do filho.
"Quanto à nossa relação, fomos ficando muito mais amigos e a nossa troca melhorou ainda mais depois que nos separamos. Tínhamos muita coisa em comum, nos amamos muito, mas não para sermos casados", define. A declaração evidencia que nem todo fim representa um rompimento definitivo. Em alguns casos, o afeto pode assumir novos formatos e permanecer presente ao longo da vida.
Documentário homenageia a trajetória de Preta Gil
Com estreia marcada para 20 de julho, data que marca um ano da morte da cantora, Meu Nome é Preta revisita sua história por meio de imagens, lembranças e depoimentos de pessoas que fizeram parte de sua trajetória.
Ao longo de quatro episódios, a série traz a própria Preta Gil como narradora de diferentes momentos de sua vida. Enquanto isso, familiares, amigos e parceiros ajudam a reconstruir sua história. Eles destacam não apenas sua carreira artística, mas também sua personalidade, suas relações e o legado que deixou.
A homenagem faz parte do projeto Quanto Mais Preta Melhor, iniciativa da Globo que também inclui o documentário Preta - Eu Não Ando Só, dedicado à luta da cantora contra o câncer e construído com registros feitos por ela e por pessoas próximas durante o tratamento.
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