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O perigoso "apagão emocional" que afeta mães sob pressão constante

Descubra como identificar os sinais de esgotamento real, fugir do ideal da "mãe padrão" e por que o diagnóstico pode ser libertador

10 mai 2026 - 20h27
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A maternidade é uma fase de transformações profundas que, quando somada a transtornos mentais, torna os desafios diários ainda mais complexos. A rotina com um bebê é marcada pela imprevisibilidade e pelo excesso de estímulos, o que pode sobrecarregar especialmente mulheres com maior sensibilidade sensorial. Segundo o Dr. Rodrigo Lancelote, psiquiatra do CEJAM, fatores como oscilações hormonais, privação de sono e pressão constante têm o poder de agravar sintomas que já existiam antes da gestação.

A exaustão materna vai além do cansaço. Saiba como identificar o esgotamento e por que o apoio psicológico é vital para enfrentar a pressão
A exaustão materna vai além do cansaço. Saiba como identificar o esgotamento e por que o apoio psicológico é vital para enfrentar a pressão
Foto: eternalcreative/iStock / Getty Images Plus / Bons Fluidos

Sinais de alerta que não podem ser ignorados

O especialista alerta que sinais como irritabilidade intensa, desorganização e isolamento não devem ser ignorados. "Quando esses sintomas começam a interferir no autocuidado ou no cuidado com o bebê, é fundamental procurar uma avaliação psiquiátrica", orienta Lancelote. Muitas mães sofrem pela tentativa exaustiva de alcançar um ideal social de perfeição, o que a psicóloga Ana Paula Hirakawa descreve como um fator crítico de esgotamento.

A pressão para tentar ser a "mãe perfeita"

Para Ana Paula, o cansaço sentido por essas mulheres não é comum, mas um esgotamento real que drena toda a energia vital. "A mãe com um transtorno mental esgota sua energia tentando performar a 'maternidade padrão' esperada pela sociedade", afirma a psicóloga. Esse esforço constante pode levar a reações extremas ou ao que os especialistas chamam de apagões emocionais, onde a mulher perde a capacidade de reagir às demandas.

O papel do diagnóstico no combate à culpa

Dados da Fiocruz revelam que cerca de 25% das mães no Brasil apresentam sofrimento psíquico no pós-parto, impulsionado pela falta de apoio. O diagnóstico correto surge como uma ferramenta para aliviar a culpa, permitindo que a mulher diferencie sua condição médica das exigências externas. Integrar o acompanhamento mental ao físico desde o pré-natal é a estratégia defendida pelo CEJAM para garantir que quem cuida também receba o amparo necessário.

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