O México venceu a batalha judicial contra empresas que buscavam proteção para vender alimentos não saudáveis em escolas
Decisões favoráveis reforçam diretrizes da SEP e impulsionam a retirada de ultraprocessados da maioria das unidades de ensino do país
Ao longo de 2025, a Secretaria de Educação Pública (SEP) venceu 26 ações judiciais movidas por empresas que buscavam obter amparo contra a proibição da venda de alimentos ultraprocessados nas escolas. Segundo comunicado oficial, as companhias comercializavam produtos com alto teor de gorduras, açúcares, carboidratos e sódio.
O titular da SEP, Mario Delgado, afirmou que as decisões favoráveis resultam da defesa judicial das Diretrizes para a preparação, distribuição e comercialização de alimentos e bebidas em todas as escolas do Sistema Educacional Nacional. O objetivo, explicou, é "manter as escolas livres de alimentos ultraprocessados".
Obesidade, um problema grave no México
Delgado destacou que, como consequência do consumo desses produtos, cinco em cada dez estudantes apresentam sobrepeso ou obesidade, de acordo com um estudo realizado com 8 milhões de alunos em 64 mil escolas públicas de ensino fundamental no país. Há alguns meses, o jornal El Economista publicou que cerca de 37% dos adultos no México vivem com essa condição. Até 2030, esse percentual pode chegar a 45%.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), mais do que uma questão estética, a obesidade afeta 41% das mulheres no país, enquanto 33% dos homens convivem com o problema. A instituição acrescenta que a doença pode desencadear mais de 200 complicações médicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e 13 tipos de câncer.
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