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O Japão tinha 153 centenários em 1963, hoje são 95.119 pessoas. O segredo da sua longevidade: fazer tudo o que não queremos

Diferentes fatores contribuem para que o país tenha um grande número de cidadãos centenários

8 nov 2026 - 10h24
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Resumo
O Japão bateu recorde pelo 54º ano seguido ao atingir 95.119 centenários, um salto colossal frente aos 153 registrados em 1963. Divulgado pelo Ministério da Saúde, o dado revela que 88% dessas pessoas são mulheres. Com uma proporção nacional de 76,49 idosos com mais de cem anos a cada 100 mil habitantes, a província de Shimane lidera o ranking pelo 12º ano consecutivo, com taxa de 159,54, enquanto Saitama apresentou o menor índice, evidenciando o acentuado envelhecimento populacional do país.
Adam Jones
Adam Jones
Foto: Minha Vida

O Japão tem como principal problema o envelhecimento da população. No entanto, quando falamos sobre o grande número de idosos (em comparação aos jovens), muitas vezes esquecemos um fato que não deve ser ignorado: essas pessoas não são apenas mais velhas, elas são centenárias.

De fato, o país voltou a ser notícia atualmente devido ao número exorbitante de pessoas com três dígitos em suas carteiras de identidade. Existe algum segredo para isso?

A notícia foi anunciada pelo Ministério da Saúde. O número de centenários no Japão era de 95.119 no domingo, 15 de setembro, atingindo um recorde pelo 54º ano consecutivo. O número, obtido do sistema básico de registro de residentes, aumentou em 2.980 em relação ao ano anterior. E não é só isso. As mulheres representaram 83.958, ou cerca de 88% do total.

Para contextualizar, o Japão tinha 153 centenários em 1963, quando o país começou a registrar estatísticas. O número ultrapassou 1.000 em 1981, 10.000 em 1998, 50.000 em 2012 e 90.000 em 2022. O número de centenários por 100.000 pessoas na população foi estimado em 76,49.

Onde eles estão localizados? Entre as 47 províncias do país, a taxa mais alta foi registrada em Shimane, com 159,54, marcando o décimo segundo ano consecutivo em que a região liderou a classificação. Em seguida, Kochi, com 154,20, e Kagoshima, com 130,73. Em contrapartida, a taxa mais baixa foi registrada em Saitama, com 45,81, seguida por Aichi, com 48,80, e Chiba, com 52,60.

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