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Netto Brito abre o coração sobre família, carreira e novos projetos

Netto Brito abre o coração sobre seus sucessos e próximos passos

7 nov 2026 - 15h14
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Resumo
Aos 21 anos e com nove álbuns lançados, o cantor Netto Brito, chamado de "príncipe do arrocha" por Pablo, revelou que a perda do pai aos 17 anos o motivou a seguir a música profissionalmente. Em ascensão rápida, o artista lida com os desafios da maturidade precoce nos palcos e celebra o sucesso de parcerias e projetos como "Ilha do Arrocha". Estruturando seus próximos passos, ele anunciou que a consagrada série de lançamentos "Pra Encher e Derramar" retornará em breve em formato de show exclusivo.

O príncipe do arrocha!

Ele tem apenas 21 anos, mas já lançou nove álbuns e conquistou a admiração de seu maior ídolo: Pablo do Arrocha, que lhe presenteou com o apelido de príncipe. "Minha trajetória é muito linda, desafiadora e abençoada por Deus. Tem muito trabalho e muita gente fazendo isso acontecer comigo, toda uma equipe que acredita no meu sonho. E tem o público, que escuta, compartilha, vai aos shows e faz cada música chegar mais longe. Eu tenho muita gratidão por essas pessoas", reflete.

Divulgação
Divulgação
Foto: Revista Malu

Seu projeto Pra Encher e Derramar virou hit, acumulou diversas sequências, parcerias de peso e agora vai virar show. Com exclusividade para a MALU, Netto conversou sobre o início de sua carreira, inspirações e futuros projetos.

Perder seu pai marcou o momento em que decidiu cantar profissionalmente. Como essa dor se transformou na chave para você viver da música?

"Meu primeiro contato com a música foi através dele. Ele sempre escutava música e aquilo foi despertando em mim um sentimento muito forte, principalmente pelo arrocha. Quando eu o perdi, aos 17 anos, foi uma dor muito grande, porque erámos muito próximos. A música foi me dando força para continuar. Meu pai continua sendo inspiração e motivação para mim. Cantar é o que eu amo fazer, é a forma que tenho de transmitir o que sinto para quem está me ouvindo. A saudade continua, mas eu sigo levando comigo tudo o que aprendi com ele. Poder viver da música e ver as pessoas se identificando com o meu trabalho me dá muita força para seguir."

Sente que se tornou o artista que seus pais iriam gostar de ouvir? Como a influência deles vive na sua música?

"Eu gosto de acreditar que sim. Perdi minha mãe quando tinha 2 anos, então não tive a oportunidade de viver tudo isso com ela, mas tenho muito orgulho da história dela. Ela era professora, e eu também cheguei a pensar em seguir essa profissão. Meu pai valorizava muito os estudos e foi quem me aproximou da música. Os dois fazem parte de quem eu sou. Eu cresci numa família apaixonada por arrocha, e hoje tenho orgulho de cantar esse gênero. Essa influência está no meu gosto musical, na maneira como eu sinto as músicas e nos valores que carrego. Minha família é minha rede de apoio, minha fonte de energia. Quero que meus pais se orgulhem do artista, mas também da pessoa que eu procuro ser: alguém simples, que respeita as pessoas e se lembra de onde veio."

Qual é o maior desafio de ter produzido tantos hits em pouco tempo?

"O maior desafio é continuar evoluindo junto com o que está acontecendo. Quando uma música dá certo, cresce a expectativa para a próxima, e eu também me cobro. Quero cantar melhor, escolher bem as músicas e entregar um show cada vez melhor. Tudo aconteceu muito rápido, então precisei amadurecer e aprender muita coisa na estrada. E ainda estou aprendendo. Tem show, gravação, conteúdo, divulgação… A música sai, mas o trabalho continua. É uma responsabilidade grande cuidar de tudo isso e seguir construindo uma carreira que dure."

Como é o seu processo criativo? 

"Eu começo ouvindo muita música. Procuro entender o que está no gosto da galera, escuto as músicas autorais que chegam e gosto muito de regravar as mais antigas. Mas eu preciso me identificar também. Penso na letra, no sentimento e no que vou conseguir transmitir com a minha voz. Mega Hair é um exemplo muito especial. Tudo começou numa conversa minha com Luan Pereira. Ele também é um dos compositores e me presenteou com essa música, que acabou virando a nossa parceria no Ilha do Arrocha. É uma canção que fala de saudade de um jeito simples, trazendo uma situação que muita gente consegue reconhecer. E isso conta muito na hora de escolher o que cantar. Ver uma coisa que começou numa conversa ganhar essa proporção é muito gratificante."

Após Pra Encher e Derramar 7, você mencionou que está estruturando sua próxima fase. O que o público pode esperar?

"O público pode esperar muita música e um Netto com ainda mais vontade de crescer e de levar o arrocha para novos lugares. O Ilha do Arrocha já mostra um pouco desse momento que estou vivendo, e eu fico muito feliz de ver a galera abraçando cada passo que a gente dá. E já posso dar um spoiler: o Pra Encher e Derramar está pausado no momento, mas em breve vai voltar em formato de show! A gente está preparando um evento exclusivo, pensado para quem acompanha minha carreira e faz parte dessa história.

Quero que as pessoas possam viver a experiência de todos os álbuns num mesmo evento, reencontrando as músicas que marcaram cada fase e que fizeram tanta gente chegar até mim. Para cantar junto, se emocionar, sofrer, lembrar de alguém e colocar o sentimento para fora. Esse projeto tem muito da minha história, mas também tem a história de cada pessoa que ouviu essas músicas e viveu alguma coisa com elas. Quero reunir essa galera e fazer a gente viver tudo isso junto, de perto."

Revista Malu Revista Malu
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