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Mulher descobre aos 36 anos que tio é seu pai biológico: 'Foi um choque'

Casey O'Connor esperou anos para fazer teste de DNA que comprovou paternidade

15 jul 2026 - 15h29
(atualizado às 15h45)
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Mulher descobre que tio falecido era, na verdade, seu pai biológico após receber ligação de primo que a deixou em 'choque extremo'
Mulher descobre que tio falecido era, na verdade, seu pai biológico após receber ligação de primo que a deixou em 'choque extremo'
Foto: Reprodução

A australiana Casey O'Connor, de 36 anos, viu sua vida virar de cabeça pra baixo após uma descoberta. Ela e prima, Alana Horton, conviveram por mais de 30 anos sem saber que os laços sanguíneos eram mais profundos do que imaginavam. 

"Passávamos todos os feriados escolares juntas, brincando de nos fantasiar e inventando coreografias engraçadas para apresentar às nossas famílias. Ela era minha melhor amiga", contou O'Connor, de 36 anos, à revista People.

Desde crianças, as jovens, que são de Nova Gales do Sul, compartilham dos mesmos interesses. Vizinhas, elas nem imaginavam que seriam, na verdade, filhas do mesmo pai. 

Apesar de familiares e amigos sempre apontarem semelhanças entre elas, Casey e Alana acreditavam que o fato de serem parecidas era natural, por serem primas. "Mal sabia eu que havia muito mais por trás dessa história", acrescentou.

Em 2020, Casey recebeu uma ligação que mudaria sua vida. Alana revelou à ela uma suspeita antiga que circulava na família. Ela pediu para que Casey se sentasse em um lugar tranquilo, o que levou a australiana a acreditar que o assunto era muito sério.

"Ela me contou que a mãe dela havia confessado que suspeitava que minha mãe estivesse tendo um caso com o marido dela na época em que fui concebida. Acho que tentei levar na brincadeira no começo. Foi, claro, um choque enorme, mas quase deixei para lá, considerando apenas mais uma das histórias malucas da minha família", explicou O'Connor.

Por estar enfrentado problemas pessoais na época, O'Connor decidiu não seguir em frente com a busca pela sua real paternidade. Após muita terapia, a australiana resolveu buscar exames para comprovar sua paternidade apenas em 2024.

O teste de DNA foi feito em fevereiro de 2025, quando o homem que a criou, e que ela ainda considera seu pai, aceitou fazer um teste de ancestralidade. Quando os resultados chegaram, ficou comprovado que eles não eram parentes biológicos. 

Um ano depois, um outro desde de DNA comprovou que ela e Alana eram meio-irmãs. "Um ponto positivo disso tudo é saber que minha melhor amiga de infância era, na verdade, minha irmã o tempo todo. Isso explicou nosso forte laço e nos aproximou em um nível completamente diferente", afirmou.

Seu pai biológico e tio já havia falecido após a descoberta, assim como sua mãe. Apesar do resultado, ela disse que a descoberta não prejudicou seu relacionamento com o pai que a criou. "Ele tem sido meu maior apoiador durante todo esse período e ao longo de toda a minha vida. Ele é uma verdadeira rocha, e sei que sempre posso contar com ele", completou.

Fonte: Portal Terra
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