Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Médicos criam cirurgia para reconstruir clitóris após câncer de vulva

Procedimento desenvolvido no Radboudumc preserva sensibilidade e restabelece a função sexual de pacientes operadas

2 out 2026 - 17h00
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Médicos do Radboudumc desenvolveram uma técnica inovadora de reconstrução de clitóris após câncer de vulva, que preserva a sensibilidade e restaura a função sexual, beneficiando 90% das pacientes operadas e podendo ter aplicação em mutilação genital feminina.

Pesquisadores holandeses desenvolveram uma técnica cirúrgica inovadora capaz de reconstruir o clitóris de pacientes após a remoção de tumores de vulva. O método, que reposiciona feixes nervosos e utiliza enxertos de mucosa, permitiu que 90% das mulheres operadas recuperassem a função sexual. A descoberta marca um avanço importante na oncologia ginecológica, focando na preservação da qualidade de vida das pacientes.

Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Imagem gerada por Inteligência Artificial, que não tem o objetivo de refletir ou retratar situações reais.
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

A abordagem foi elaborada no centro médico Radboudumc pela ginecologista oncológica Mieke ten Eikelder e pelo cirurgião plástico Tim Nijhuis, com publicação no periódico científico Gynecologic Oncology.

Historicamente, a primeira cirurgia reconstrutiva para pênis após o tratamento de tumores foi realizada em 1987. Até o desenvolvimento da nova intervenção feminina, a remoção da lesão na vulva resultava no fechamento simples da incisão, sem intervenções voltadas a resguardar a sensibilidade sexual.

Como funciona o procedimento de reconstrução?

A técnica acrescenta cerca de quinze minutos ao tempo total da operação oncológica. O cirurgião plástico Tim Nijhuis detalha que, após a retirada do tumor, os feixes nervosos são liberados e reposicionados para constituir uma nova ponta clitoriana, revestida em seguida por um enxerto de mucosa bucal devido à semelhança tecidual com a região vulvar.

Mieke ten Eikelder relata que a sensibilidade local pode oscilar nos primeiros meses, tornando-se excessiva ou reduzida, mas tende a atingir a recuperação considerada ideal após um ano da cirurgia, retornando a níveis semelhantes aos anteriores ao diagnóstico.

Qual é o alcance do tratamento?

O estudo inicial avaliou 23 participantes, que voltaram a ter orgasmo clitoriano entre três e seis meses após o procedimento cirúrgico. Anualmente, cerca de 450 mulheres recebem o diagnóstico de câncer de vulva nos Países Baixos, sendo que um quarto dos quadros atinge o clitóris ou áreas adjacentes.

Além da aplicação na oncologia, a abordagem cirúrgica apresenta potencial para atender pacientes vítimas de mutilação genital feminina. Um projeto com suporte financeiro da Sociedade Holandesa do Câncer expande o treinamento do método para outros oito hospitais holandeses e equipes médicas internacionais.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra