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Medicamento inédito contra o câncer de mama será distribuído no SUS

O fármaco, descrito como de última geração, atua no tratamento do tumor HER2-positivo, o subtipo mais agressivo da doença

14 out 2025 - 16h03
(atualizado às 16h06)
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Nesta segunda-feira (13), em meio ao Outubro Rosa, chegou ao Brasil o primeiro lote de Trastuzumabe Entansina. O medicamento, que em breve estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), atua no tratamento do câncer de mama HER2-positivo, considerado o mais agressivo.

O fármaco, descrito como de última geração, atua no tratamento do câncer de mama HER2
O fármaco, descrito como de última geração, atua no tratamento do câncer de mama HER2
Foto: positivo, o subtipo mais agressivo da doença - Canva Equipes/garaktastudio / Bons Fluidos

"A nova terapia representa um avanço no cuidado, ampliando as opções de intervenções no SUS e oferecendo melhores perspectivas de controle da doença e qualidade de vida", afirma o Ministério da Saúde (MS), em comunicado.

Saiba mais sobre o fármaco

De acordo com o órgão, a remessa, que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), contém 11.978 unidades, sendo 6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg. Nos próximos meses, no entanto, mais quatro lotes devem ser enviados ao país. A estimativa é que as entregas ocorram em dezembro de 2025, março e junho de 2026.

No comunicado, o Ministério da Saúde também informou que o medicamento, descrito como de última geração, atenderá 100% da demanda atual no SUS. Dessa forma, poderá beneficiar mais de mil pacientes ainda neste ano.

A recomendação é que ele atenda mulheres que seguem com a doença mesmo após a quimioterapia inicial, o que ocorre em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III. Isso porque o tratamento age diretamente sobre as células tumorais que expressam essa proteína, prevenindo danos a tecidos saudáveis.

"É um avanço gigantesco para a oncologia nacional, com o primeiro protocolo clínico voltado a esse tratamento. Trata-se de uma medicação muito esperada pela nossa população. Ela poderá reduzir em até 50% a mortalidade das pacientes com câncer de mama do tipo HER2 positivo. É uma grande vitória para a saúde pública e para o povo brasileiro", disse o diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto.

Medidas complementares contra o câncer de mama

O próximo passo, portanto, é enviar o rémedio às secretarias estaduais de saúde, que ficarão encarregadas de distribuí-lo nas unidades de atendimento. Além disso, ainda em outubro, estados e municípios poderão adquirir e repassar inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe). Esses fármacos são utilizados no tratamento de tumores em estágios avançados.

No início do mês, com o objetivo de conter o avanço do câncer de mama, o Ministério da Saúde também ampliou a faixa etária para a realização da mamografia no SUS. Agora, mulheres a partir dos 40 anos, mesmo sem sintomas da doença, poderão realizar o exame periodicamente.

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