Mãe de cinco por adoção desmistifica processo: 'Não é tão difícil'
Fernanda Fabris relata sua experiência após adotar cinco crianças e esclarece processo de habilitação para pais e mães
A crença de que a adoção de crianças no Brasil é um processo lento e democrático não passa de mito para Fernanda Fabris. A mulher é mãe de cinco crianças por adoção e hoje relata sua experiência.
"Não é tão difícil quanto parece", ressalta, em entrevista ao Terra. "O processo tem uma série de sequências, então o que as pessoas acreditam: 'tem uma burocracia enorme'. Não é! Existe, lógico, algumas lentidões, principalmente em cidades onde tem uma comarca que funciona de forma mais devagar. Mas adotar no Brasil não é tão difícil", defende.
Como ela esclarece, o processo de habilitação prevê algumas exigências: os pretendentes precisam ser maiores de 21 anos, ter pelo menos 16 a mais que a criança ou adolescente com perfil pretendido, entregar uma série de documentos, fazer um curso preparatório e passar por uma entrevista psicossocial. Todo esse processo dura em média um ano.
O que pode tornar a espera longa é o tempo na fila de adoção. Isso porque a maioria dos candidatos já habilitados deseja adotar crianças de até quatro anos, o que contrasta com o perfil mais encontrado nos abrigos.
"A maior parte das crianças disponíveis pra adoção nesse momento tem mais de 10 anos, pelo menos um irmão, crianças negras", pontua Fernanda, expondo ainda o racismo presente na sociedade.
Para quem pensa em adotar, ela sugere que se pergunte: "o que te move? Qual é o sentimento que está dentro de você?". Uma dica é se aproximar de famílias como a dela, que dividem suas histórias nas redes sociais, e podem ajudar quem se interessa pela causa.
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