Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
REPRISE
Cientistas, educadores e pensadores debatem sobre o futuro do planeta; assista
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Lucas Oradovschi fala sobre Tremembé e novos desafios

Ator retorna a Tremembé na segunda temporada e também se destaca nos palcos com peça sobre conflitos e esperança

4 set 2026 - 11h57
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Em fase de destaque na carreira, o ator Lucas Oradovschi se prepara para reviver Alexandre Nardoni na segunda temporada da série Tremembé. O papel exigiu profunda pesquisa e o desafio de equilibrar a realidade com a criação artística, sem julgamentos morais. Paralelamente, ele esteve em cartaz no Rio de Janeiro com a peça Um Pássaro Não é uma Pedra, que aborda a arte em meio a conflitos no Oriente Médio, reforçando sua busca por projetos instigantes e que dialoguem com o mundo atual.

O ator se prepara para a segunda temporada de Tremembé, enquanto estrela peça no teatro

Lucas Oradovschi está vivendo uma fase especial em sua carreira. Ele se prepara para voltar à pele de Alexandre Nardoni na segunda temporada de Tremembé, após o enorme sucesso da primeira. Para o ator, receber uma resposta tão positiva do público é extremamente especial, já que o projeto despertou uma curiosidade enorme antes mesmo da estreia. "Para mim, também foi interessante perceber como uma história que já fazia parte do imaginário das pessoas ganhou uma nova dimensão através da ficção. Fico muito feliz que o trabalho tenha encontrado o público e gerado tantas conversas", conta.

Foto: Jorge Bispo / Revista Malu

Muita pesquisa

Para interpretar Alexandre Nardoni, Lucas revela que precisou fazer muita pesquisa sobre o caso, sobre o contexto e, principalmente, sobre os materiais que poderiam ajudá-lo a compreender aquele universo. "Foi um processo de muita responsabilidade, porque estamos falando de uma pessoa real e de uma história que marcou profundamente o país", afirma. "Ao mesmo tempo, meu trabalho não era reproduzir alguém, mas construir um personagem a partir do roteiro e da linguagem da série", completa. O ator também aponta que o principal desafio foi justamente encontrar o equilíbrio entre respeitar a realidade e, ao mesmo tempo, fazer uma criação artística.

Além de Alexandre Nardoni, Tremembé reúne histórias e criminosos que já são bastante conhecidos pelo público, o que, para Lucas, aumentou ainda mais a responsabilidade dele como ator por existir uma memória coletiva muito forte em torno dessas histórias. "Mas eu tentei não ficar preso à expectativa de como as pessoas imaginavam aquele personagem. Se eu partisse apenas da imagem que o público já tinha, correria o risco de fazer uma imitação. Meu caminho foi pesquisar, entender e, depois, confiar no trabalho de ator", justifica. "Acredito que o ator precisa compreender, e não julgar. Isso não significa justificar os atos de ninguém, mas buscar as contradições e os mecanismos que fazem parte daquela pessoa."

Nos palcos

Lucas também esteve em cartaz no Teatro da Poeira, no Rio de Janeiro, com a peça Um Pássaro Não é uma Pedra, inspirado na história de duas mulheres, uma israelense e uma palestina, que criaram o Teatro da Pedra para levar arte e cultura às crianças de um campo de refugiados. "Isso diz muito sobre a capacidade humana de criar, mesmo diante da destruição", diz.

Em luz de uma história tão linda, Lucas vê como o teatro pode ser um lugar de encontro quando tudo ao redor parece nos empurrar para a separação. "Ele não vai resolver uma guerra ou interromper uma violência, mas pode criar espaço para escuta, reflexão e alteridade", reforça.

"Para mim, fazer teatro também é uma forma de não aceitar que a violência seja a única possibilidade de futuro", destaca o ator.

Ensinamentos

Entre a série e a peça, que são tão diferentes entre si, Lucas entende como esses dois trabalhos lhe ensinaram coisas muito diferentes, mas complementares. "Tremembé me colocou diante do desafio de interpretar uma pessoa real, de lidar com uma enorme quantidade de referências e de entender os limites entre realidade e ficção. Um Pássaro Não é uma Pedra me ensinou sobre a potência da criação coletiva, da pesquisa e de um teatro que nasce de uma pergunta que continua aberta. Acho que os dois trabalhos reforçam uma coisa que considero fundamental: quero estar em projetos que me provoquem, que não subestimem o público e que tenham alguma coisa a dizer sobre o mundo em que estamos vivendo", conclui.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra