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Idoso vende pudins na praia para cuidar da saúde e recebe ajuda de todo o Brasil

Fotógrafo aposentado, Seu Vital vendia pudins na praia de Olinda para conseguir pagar exames de saúde; vídeo viralizou e gerou corrente de solidariedade

16 ago 2026 - 13h05
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Uma cena registrada na praia de Olinda, em Pernambuco, transformou a rotina de Vital Maria da Costa, de 85 anos. Fotógrafo aposentado, ele passou a preparar e vender pudins para complementar a renda e conseguir pagar exames de saúde. O que Seu Vital não imaginava era que um vídeo mostrando seu trabalho chegaria a milhões de pessoas e provocaria uma grande corrente de solidariedade.

Aos 85 anos, Seu Vital vendia pudins para pagar exames de saúde; após vídeo viralizar, recebeu ajuda de pessoas de todo o Brasil
Aos 85 anos, Seu Vital vendia pudins para pagar exames de saúde; após vídeo viralizar, recebeu ajuda de pessoas de todo o Brasil
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

A gravação foi feita no domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais, pelo internauta Jonatha Felipe. Nas imagens, Seu Vital aparece caminhando pela praia com duas caixas de isopor, onde leva os doces preparados por ele. De calça, camisa social e boina, o aposentado chamou a atenção não apenas pela idade, mas pelo esforço para continuar trabalhando mesmo enfrentando dificuldades.

O vídeo rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, aproximando-se de 3 milhões de visualizações. A partir daí, brasileiros de diferentes lugares começaram a enviar contribuições diretamente para o Pix divulgado nas caixas do vendedor.

A quantidade de transferências foi tão grande que surpreendeu até Seu Vital. "Eu sempre gosto de ver quem me passou o Pix para colocar o nome da pessoa nas minhas orações. Mas me assustei com o valor que entrou na conta, que foi muito maior do que a quantidade de pudins que eu vendi", contou em um vídeo publicado posteriormente.

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Por que Seu Vital começou a vender pudins?

Aos 85 anos, Vital já estava aposentado da fotografia, atividade que deixou de proporcionar a mesma renda de outros tempos. Diante da necessidade de aumentar o orçamento, encontrou na produção dos doces uma alternativa para conseguir dinheiro.

O objetivo principal era cuidar da própria saúde. Seu Vital enfrenta problemas no quadril, dores de cabeça, hérnias e complicações renais e precisava realizar alguns exames particulares para não depender do tempo de espera do SUS.

Assim, passou a preparar os pudins e percorrer a praia de Olinda oferecendo os doces aos banhistas. Foi durante um desses dias de trabalho que Jonatha Felipe encontrou o aposentado e decidiu registrar a cena. "Senhor Vital estava na praia vendendo pudim e, mesmo com toda dificuldade, nunca deixou de ter força de vontade para trabalhar", escreveu ao compartilhar o vídeo.

Em outra reflexão sobre o encontro, acrescentou: "Às vezes, a vida ensina no simples. Hoje, em uma praia de Olinda, encontrei mais que um vendedor de pudim - encontrei um lembrete de humildade, gentileza e propósito".

Vídeo deu início a uma corrente de solidariedade

A repercussão mudou completamente as proporções daquela venda de pudins. Depois que as imagens começaram a circular pelas redes sociais, muitas pessoas decidiram contribuir mesmo estando longe de Pernambuco.

Em vez de comprar o doce presencialmente, usuários passaram a enviar valores diretamente para Seu Vital. A mobilização deu origem também à ideia do chamado "pudim virtual": uma maneira simbólica de adquirir um dos doces e, ao mesmo tempo, ajudar o aposentado.

Acostumado a conferir quem havia realizado os pagamentos das vendas para incluir essas pessoas em suas orações, o idoso se surpreendeu quando percebeu que os valores recebidos já não correspondiam apenas aos pudins vendidos na praia. Agora, ele pretende usar a ajuda para finalmente realizar os cuidados de saúde que motivaram o início das vendas. "Vou ver o que dá para fazer com o dinheiro que entrou", afirmou, ao portal Só Notícia Boa.

Seu Vital também sonha com a casa própria

Com a repercussão inesperada, outro desejo antigo voltou aos planos do aposentado: conquistar um lugar para chamar de seu. Atualmente, ele vive na residência de um familiar e contou que gostaria de usar parte dos recursos para tentar mudar essa realidade. "Já penso que gostaria de comprar uma casinha, porque eu moro na casa de um parente", revelou.

A possibilidade de receber ajuda para cuidar da saúde e buscar uma casa própria, entretanto, não fez Seu Vital pensar em abandonar completamente o trabalho. Mesmo aos 85 anos, ele afirma que gostaria de continuar exercendo alguma atividade. A diferença é que, no futuro, pretende encontrar uma alternativa menos desgastante do que percorrer a praia carregando as caixas de pudim. "Talvez botar uma banca de frutas, para não ficar parado", disse.

Aos 85 anos, ele ainda pensa em continuar trabalhando

Depois da repercussão, Seu Vital voltou às redes sociais, desta vez para agradecer a todas as pessoas que se sensibilizaram com sua história. O episódio começou com um encontro casual na praia, mas terminou conectando pessoas de diferentes partes do país. Para Vital, a venda dos pudins nasceu de uma necessidade concreta: conseguir recursos para cuidar da saúde. Com a ajuda inesperada, porém, ele ganhou a possibilidade de olhar também para outros planos.

E, mesmo depois de tanta mobilização, uma coisa parece permanecer igual: a vontade do aposentado de seguir ativo, encontrar uma nova maneira de trabalhar e continuar construindo seus próximos passos aos 85 anos.

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Um post compartilhado por Dra. Ana Júlia Leal | Harmonização Orofacial | Recife e Olinda (@dra.anajulialeal)

Bons Fluidos
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