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Idoso estuda IA aos 78 anos e se torna diretor de empresa de tecnologia

"Temos que quebrar paradigmas. Precisamos desaprender para reaprender. A inteligência artificial não é uma moda. É uma realidade à qual todos precisam se somar", defendeu o homem

19 jul 2026 - 19h43
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Há quem acredite que tecnologia é um assunto reservado aos mais jovens. A história de Norberto B. Worobeizyk, no entanto, mostra exatamente o contrário. Aos 78 anos, o homem decidiu estudar Inteligência Artificial (IA), conquistou uma oportunidade em uma empresa do setor e assumiu o cargo de diretor comercial. O caso foi revelado pelo portal 'Só Notícia Boa' e inspira quem acredita que sempre é tempo de aprender algo novo.

Curiosidade, experiência de vida e vontade de aprender abriram um novo capítulo na carreira do idoso, que encontrou na IA um recomeço
Curiosidade, experiência de vida e vontade de aprender abriram um novo capítulo na carreira do idoso, que encontrou na IA um recomeço
Foto: Reprodução/Só Notícia Boa / Bons Fluidos

Uma virada após momentos difíceis

Antes de iniciar essa nova etapa, contudo, Norberto precisou superar um dos períodos mais delicados de sua vida. Em 2004, aos 56 anos, ele foi atropelado por um motorista embriagado e ficou temporariamente tetraplégico. A recuperação exigiu persistência, mas ele não deixou que a experiência definisse seu futuro. Pelo contrário: transformou o episódio em motivação para viver de forma ainda mais ativa.

Além de hábitos melhores, como exercícios e o abandono de vícios, o idoso também se apegou ao estudos.  Autodidata, buscou cursos online e vídeos no YouTube para entender como funciona a Inteligência Artificial. O conhecimento adquirido, então, acabou chamando a atenção da b.live, empresa argentina especializada em transformação digital, automação e inovação, onde passou a atuar como diretor comercial.

Na avaliação de Norberto, a tecnologia representa uma mudança histórica, capaz de transformar profundamente a sociedade. "Esta é uma revolução tecnológica (IA) que supera todas as anteriores. É muito maior do que quando o ser humano descobriu o fogo", afirmou em entrevista ao 'Só Notícia Boa'.

A experiência também tem valor

Ao contrário do que muitos imaginam, Norberto acredita que o avanço da tecnologia pode beneficiar justamente as pessoas mais velhas. Segundo ele, a experiência acumulada ao longo da vida, a empatia e a capacidade de comunicação são características que continuarão sendo valorizadas mesmo em um mercado cada vez mais tecnológico.

"Pela primeira vez na história da humanidade, as pessoas da terceira idade serão as mais procuradas porque têm a vantagem da experiência, do conhecimento de vida e da empatia. Sabemos nos comunicar muito melhor do que um universitário recém-formado", afirmou.

Hoje, Worobeizyk costuma dizer que se formou na "universidade da experiência". Para ele, no entanto, estudar não deve ter data para terminar. Essa forma de enxergar a vida fez com que encarasse a inteligência artificial não como uma ameaça, mas como uma oportunidade para continuar ativo, compartilhar conhecimentos e seguir contribuindo com a sociedade.

Além disso, ele costuma resumir sua motivação com bom humor: "Tenho tantos projetos que não tenho tempo para morrer. Baseado na realidade que vivo hoje, não existe nenhum motivo para acreditar que eu não possa viver mais 70 anos."

O conselho para quem tem receio de IA

De acordo com Noberto, o maior desafio não é acompanhar a evolução da inteligência artificial, mas vencer o medo de mudar. Para o portal, ele afirmou que a adaptação passa por uma mudança de mentalidade e que resistir às transformações pode significar perder oportunidades de crescimento.

Portanto, defende que aprender continuamente é uma escolha que pode ser feita em qualquer idade e representa uma das melhores formas de acompanhar as mudanças do mundo. "Temos que quebrar paradigmas. Precisamos desaprender para reaprender. A inteligência artificial não é uma moda. É uma realidade à qual todos precisam se somar", concluiu.

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