Friedrich Nietzsche, filósofo: "O que é a felicidade? O sentimento de que o poder aumenta; o sentimento de ter superado uma resistência"
Reflexão do filósofo associa a realização pessoal à capacidade de enfrentar e superar desafios
Uma das perguntas que mais persistem ao longo do tempo para o ser humano é o que é a felicidade. Todos, sem exceção, a buscamos. Mas nem todos a encontram, por mais que a procurem.
Na filosofia, essa questão já teve muitas respostas. Para Immanuel Kant, não é um desejo, mas um dever. Para Byung-Chul Han, ela vem com o trabalho manual. Já para Nietzsche, a felicidade não é um estado de prazer passivo, mas uma experiência dinâmica de crescimento pessoal e superação.
Quando Nietzsche afirma, no aforismo 2 de O Anticristo, obra escrita em 1888, que "a felicidade é a sensação de que o poder aumenta, de que se supera a resistência", não está se referindo a dominar alguém ou exercer poder sobre os outros, mas à força vital, ao crescimento e ao desenvolvimento do nosso máximo potencial. Para o filósofo alemão, felicidade não é simplesmente estar bem, mas crescer — superar-se e sentir que se avança.
Nietzsche e a felicidade como poder
No livro, ele define o que é bom, o que é mau e o que é felicidade em termos vitalistas, rejeitando completamente qualquer visão hedônica. Ou seja, não se trata de buscar prazer nem de evitar a dor.
A felicidade é um processo ativo, que não depende do que nos cerca ou do que possuímos, mas de quem somos e de quem nos tornamos. Não é uma meta ou um objetivo final, e sim algo que surge como consequência do processo de autoconhecimento.
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