Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Existe relação entre enxaqueca e AVC?

Nos últimos tempos, a medicina vem estudando cada vez mais a relação entre os dois

30 mar 2026 - 08h00
Compartilhar

O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola explica quando a dor de cabeça pode representar risco e como identificar sinais de alerta

A medicina tem estudado cada vez mais a relação entre enxaqueca e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente nos casos de enxaqueca com aura. Embora a maioria das pessoas com crises de dor de cabeça não desenvolva um AVC, especialistas alertam que a combinação com outros fatores de risco pode acender um sinal de atenção.

Foto: Revista Malu

Enxaqueca com aura exige mais atenção

De acordo com o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, a enxaqueca com aura merece um olhar mais cuidadoso. "Pacientes que apresentam enxaqueca com aura têm um risco discretamente maior de AVC isquêmico, principalmente quando associados a fatores como tabagismo, uso de anticoncepcionais hormonais e histórico familiar", explica.

Ela a é caracterizada por sintomas neurológicos que antecedem a dor de cabeça, como alterações visuais, formigamento e dificuldade para falar. Em alguns casos, esses sinais podem confundir médicos e pacientes com o início de um AVC, o que reforça a importância do diagnóstico correto.

Enxaqueca x AVC: as diferença

Segundo o especialista, a principal diferença está na forma como os sintomas aparecem. "Na enxaqueca, os sintomas costumam surgir de maneira gradual e desaparecem completamente. Já no AVC, o início é súbito e os déficits neurológicos podem persistir", destaca Victor Hugo Espíndola.

Cuidados necessários

Outro ponto importante é o estilo de vida. Fatores como sedentarismo, obesidade, hipertensão e colesterol elevado aumentam o risco tanto de AVC quanto da piora das crises de enxaqueca.

"Controlar os fatores de risco é essencial. Parar de fumar, manter uma alimentação equilibrada e fazer o acompanhamento médico adequado ajudam a reduzir o risco de complicações mais graves", orienta Victor Hugo Espíndola.

Apesar da associação, especialistas reforçam que a doença neurológica crônica não deve ser motivo de pânico, mas sim de atenção e cuidado contínuo, especialmente quando há outros fatores de risco envolvidos.

Revista Malu Revista Malu
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra