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Está na menopausa? Saiba que a vontade de comer nem sempre é fome!

Na menopausa, a nossa relação com a comida muda e, por isso, emagrecer nem sempre é uma tarefa fácil!

11 set 2026 - 19h08
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Resumo
Durante a menopausa, a dificuldade de emagrecer vai além da falta de disciplina e envolve a fome hedônica, motivada por emoções e busca de prazer, e não por carência nutricional. A nutricionista Renata Branco adverte que dietas restritivas são insustentáveis e que medicamentos exigem suporte profissional contínuo. Assim, entender os gatilhos emocionais e diferenciar os tipos de fome é essencial para manter hábitos saudáveis e perder peso sem culpa após os 40 anos.

Nutricionista explica por que a menopausa muda nossa relação com a comida

Aquela vontade repentina de comer chocolate no fim do dia, mesmo depois do jantar, pode não ter relação com uma necessidade real de energia do organismo. Mas sim ser resultado da fase hormonal da mulher.

A estratégia de emagrecimento na menopausa deve ser diferente de outras fases da vida
A estratégia de emagrecimento na menopausa deve ser diferente de outras fases da vida
Foto: Revista Malu

Menopausa e a necessidade de comer por prazer

Para mulheres acima dos 40 anos, especialmente durante o climatério e a menopausa, entender a diferença entre fome fisiológica e fome hedônica pode ser um passo importante. É assim que ela vai compreender por que emagrecer parece ficar mais difícil nessa fase da vida.

Segundo a nutricionista Renata Branco, a fome fisiológica é aquela que surge quando o organismo realmente precisa de energia e nutrientes. Já a fome hedônica está relacionada ao prazer, às emoções e ao sistema de recompensa do cérebro.

"Na fome fisiológica, existe uma necessidade do organismo. Já na fome hedônica, a mulher pode estar sem fome física e, ainda assim, sentir um desejo intenso por um alimento específico, principalmente algo que traga prazer, conforto ou sensação de recompensa", explica Renata.

Compreenda seus sentimentos

Situações de estresse, ansiedade, frustração e cansaço também podem ajudar a identificar esse comportamento. Outro sinal é quando a pessoa termina uma refeição equilibrada, sente-se fisicamente saciada, mas continua procurando algo doce ou um alimento específico.

Para Renata, é justamente por isso que reduzir o processo de emagrecimento depois dos 40 a "comer menos" ou "ter força de vontade" pode ser um erro.

"Não podemos olhar para essa mulher e simplesmente dizer que ela precisa ter mais controle. Existem mecanismos relacionados à fome, à saciedade, às emoções e à recompensa alimentar. Quando entendemos isso, conseguimos trabalhar de maneira muito mais individualizada e, principalmente, sem culpa", afirma.

Dietas muito restritivas podem piorar a relação com a comida

A nutricionista também chama atenção para estratégias extremamente restritivas. Embora possam gerar perda de peso inicialmente, elas tendem a ser difíceis de sustentar e podem favorecer ciclos de restrição e recuperação do peso.

"Comer também é prazer. Quando transformamos a alimentação apenas em proibição, a estratégia pode se tornar insustentável. O objetivo precisa ser construir uma relação com a comida que a mulher consiga manter no longo prazo", destaca Renata.

O material reforça que o déficit calórico continua sendo parte do emagrecimento, mas pode ser insuficiente quando utilizado isoladamente em pessoas com forte componente de fome hedônica.

E as canetas emagrecedoras?

Com a popularização dos medicamentos para tratamento da obesidade, Renata ressalta que eles podem ter indicação e papel importante no tratamento, mas não devem ser encarados como uma solução isolada.

"Medicamento pode ser uma ferramenta importante quando existe indicação e acompanhamento profissional. O problema é acreditar que basta usar por um período curto, perder peso e que todo o restante estará resolvido. O acompanhamento nutricional continua sendo fundamental para trabalhar comportamento alimentar, qualidade da alimentação e estratégias que possam ser sustentadas ao longo do tempo."

É preciso ter consciência de que os medicamentos antiobesidade podem auxiliar no tratamento, mas seu uso deve estar associado a acompanhamento profissional e a uma abordagem mais ampla da obesidade.

Para a nutricionista, o principal caminho é abandonar a ideia de que a dificuldade para emagrecer depois dos 40 representa simplesmente falta de disciplina.

"Quando uma mulher entende por que está comendo, começa a diferenciar a fome física daquela vontade ligada ao prazer, ao estresse ou às emoções. Esse conhecimento muda a maneira como ela se relaciona com a comida e permite construir estratégias muito mais realistas para essa fase da vida", conclui Renata Branco. 

Revista Malu Revista Malu
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