Entenda quem precisa e quem não pode tomar a vacina contra o sarampo
Imunização é a principal forma de prevenção contra a doença; bebês menores de seis meses e gestantes estão entre os grupos com contraindicação
O sarampo é uma doença viral contagiosa e a vacinação é a principal forma de prevenção. Com o registro de novos casos no Brasil, dúvidas sobre o esquema vacinal e as contraindicações da vacina tríplice viral voltam a surgir.
Quem deve se vacinar
O Calendário Nacional de Vacinação prevê a aplicação da vacina tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de vida. Aos 15 meses, a criança recebe a tetra viral, que inclui a proteção contra a varicela.
Pessoas de 10 a 29 anos que não foram imunizadas na infância precisam receber duas doses da vacina. Para adultos na faixa etária de 30 a 59 anos, a recomendação é de dose única. Indivíduos que não sabem se já tomaram a vacina ou que não possuem o registro na caderneta também devem procurar um posto de saúde para receber a imunização.
Regra para áreas com surto
Em situações de maior circulação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda a "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses. Esta dose é adicional e não substitui as aplicações de rotina dos 12 e 15 meses.
Em locais com transmissão ativa, como a cidade de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a orientação atual é que todas as pessoas de 6 meses a 59 anos sejam vacinadas, independentemente da situação vacinal anterior.
Quem não precisa se vacinar
Pessoas que já tiveram sarampo não precisam receber a vacina, pois o organismo já desenvolveu anticorpos contra o vírus. Indivíduos que já possuem o esquema vacinal completo para a sua faixa etária também não necessitam de novas doses, exceto se residirem em áreas com recomendação específica do governo durante surtos.
Quem não pode tomar a vacina
A vacina contra o sarampo é feita com o vírus vivo atenuado. Por isso, ela possui contraindicações para grupos específicos. Não devem receber o imunizante:
- Bebês com menos de seis meses de idade;
- Gestantes (a recomendação é aguardar o pós-parto);
- Pessoas com imunodeficiências congênitas ou adquiridas;
- Pacientes em tratamento com quimioterapia;
- Pessoas que fazem uso de corticoide em doses altas;
- Transplantados de medula óssea;
- Pessoas com alergia grave ao ovo;
- Indivíduos que já apresentam os sintomas da doença.
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