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Dores no corpo depois dos 40? Seu corpo não está "enferrujando": conheça 7 possíveis causas

Estudo com mais de 93 mil mulheres revela que dores musculares e articulares são frequentes durante a transição para a menopausa. Endocrinologista explica por que hormônios, músculos e metabolismo podem estar envolvidos — e quais sinais merecem investigação.

26 out 2026 - 12h09
(atualizado às 12h24)
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Resumo
Dores no corpo após os 40 anos não são mero reflexo do envelhecimento, mas podem estar associadas a mudanças hormonais. Um estudo com mais de 93 mil mulheres revelou que quase 60% relatam dores articulares ou musculares na perimenopausa e pós-menopausa. Esse cenário apoia o conceito da síndrome musculoesquelética da menopausa, que abrange perda de massa muscular, alterações ósseas e dores decorrentes da transição hormonal, quadro que exige uma investigação médica individualizada.
Foto/ Shutterstock
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Foto: Minha Vida

Você acorda e sente as mãos rígidas. Levanta da cama e percebe uma dor nas costas que antes não existia. Subir escadas começa a incomodar os joelhos. E aquele ombro que sempre funcionou perfeitamente agora dói até para colocar uma blusa.

O mais curioso? Você não sofreu nenhuma lesão, não mudou seus exercícios e não consegue identificar exatamente quando tudo começou.

Para muitas mulheres, esses sintomas surgem depois dos 40 anos e recebem uma explicação rápida: "É a idade chegando".

Mas será que envelhecer significa, necessariamente, começar a sentir dor?

A ciência mostra que essa história é mais complexa.

Uma revisão sistemática e metanálise publicada em janeiro de 2026 na revista científica JBJS Open Access analisou 37 estudos, envolvendo 93.021 mulheres de 22 países.

Os pesquisadores encontraram relatos de dores musculares ou articulares em 40% das mulheres na pré-menopausa, 57% na perimenopausa e 59% na pós-menopausa.

Em outras palavras, quase seis em cada dez mulheres nas duas últimas fases apresentavam essas queixas.

Esses resultados reforçam uma discussão relativamente recente na medicina: a chamada síndrome musculoesquelética da menopausa, expressão proposta em 2024 na revista Climacteric para descrever um conjunto de manifestações que podem acompanhar as mudanças hormonais dessa fase, incluindo dores, perda de massa muscular e alterações ósseas.

O conceito ainda está sendo estudado e não substitui uma investigação clínica individualizada.

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