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Qual o queijo mais antigo do mundo?

20 jan 2026 - 12h37
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No Dia do Queijo, além de celebrar receitas e combinações clássicas, vale olhar para o passado.

Foto: Guia da Cozinha

Afinal, qual é o queijo mais antigo do mundo?

A resposta vem da arqueologia.

E ela é mais surpreendente do que parece.

Pesquisadores encontraram restos de queijo com cerca de 3.600 anos, preservados naturalmente em um túmulo no deserto da Ásia.

O achado mudou o que se sabia sobre a origem desse alimento tão presente na cozinha atual.

Onde o queijo mais antigo do mundo foi encontrado?

O queijo foi descoberto na Bacia de Tarim, uma região desértica localizada no noroeste da China.

O local tem clima extremamente seco, o que favoreceu a preservação dos restos orgânicos.

Em 2003, arqueólogos encontraram o túmulo de uma jovem enterrada há cerca de 3.600 anos.

O corpo estava naturalmente mumificado.

Ela ainda usava:

  • chapéu de feltro;

  • casaco de lã com detalhes;

  • botas de couro forradas com pele.

No pescoço, havia pedaços de queijo dispostos como um colar.

Por que esse queijo foi preservado?

A conservação ocorreu de forma natural.

Não houve embalsamamento.

Três fatores foram decisivos:

  • clima extremamente seco;

  • baixa umidade do solo;

  • caixão lacrado.

Essas condições impediram a decomposição rápida.

Assim, os fragmentos de queijo chegaram quase intactos até os pesquisadores.

Que tipo de queijo era esse?

Análises laboratoriais indicaram que o alimento era um queijo simples e ácido, muito diferente dos queijos curados atuais.

Ele provavelmente foi feito com:

  • leite de vaca;

  • fermentação natural;

  • pouca ou nenhuma adição de sal.

Os cientistas acreditam que se parecia mais com:

  • um queijo fresco;

  • ou um iogurte sólido.

Isso faz sentido para a época.

Processos complexos de maturação ainda não existiam.

Por que essa descoberta é tão importante?

Antes desse achado, acreditava-se que o consumo de queijo era menos comum em sociedades antigas.

O queijo da Bacia de Tarim mostrou o contrário.

A descoberta indica que:

  • povos antigos já dominavam técnicas básicas de fermentação;

  • o queijo era usado como alimento prático e nutritivo;

  • ele podia ter valor simbólico ou ritual.

O fato de estar junto ao corpo sugere que o alimento poderia acompanhar a pessoa na vida após a morte.

O queijo mais antigo do mundo ainda pode ser consumido?

Não.

O queijo encontrado é apenas um vestígio arqueológico.

Ele serve para estudo histórico e científico.

Não é seguro nem permitido o consumo.

Mesmo assim, o achado ajuda a entender como o queijo evoluiu ao longo dos séculos.

O que essa história ensina para a cozinha atual?

O queijo sempre foi:

  • uma forma de conservar leite;

  • uma solução prática para povos nômades;

  • um alimento energético e durável.

No Dia do Queijo, lembrar dessa origem amplia o valor do ingrediente.

O que hoje aparece em tábuas sofisticadas começou como uma solução simples.

E atravessou milênios.

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