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Endereços especializados em cookies ganham espaço nas ruas de São Paulo

Desde espaços que lembram cafés até pequenas portinhas, esses lugares apostam na paixão do brasileiro pelo doce americano

16 mai 2023 - 13h33
(atualizado às 13h35)
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Bons cookies
Bons cookies
Foto: Foto: Unsplash

Ao andar na Rua Costa Aguiar, no Ipiranga, você pode encontrar não apenas um, mas dois espaços para comer cookies em uma diferença de alguns poucos quarteirões. Esse movimento, que é facilmente identificado no "bairro do grito", tem se multiplicado ao longo dos últimos anos também em outras regiões de São Paulo: são vários os endereços que abrigam portinhas ou espaços, até mesmo para tomar café, com foco nesses biscoitos.

Uma das opções da Costa Aguiar é a Cookeria. O espaço é agradável: mesas e cadeiras ficam espalhadas pelo endereço, que lembra a estrutura das antigas casas encontradas na região. Com oito anos de vida, a Cookeria começou como várias outras lojas especializadas no doce: primeiro para encomendas e, depois, vendo um claro aumento de demanda, abrindo o próprio ponto. Agora, as donas comandam uma equipe só de mulheres e felizes com o aumento da popularidade desse doce entre as pessoas do bairro e para além dele.

"Era nítido, com tantas franquias abrindo, que poderia ser uma boa oportunidade de negócios. Então vimos marcas que antes eram especializadas em biscoitos finos, brigadeiros e bolos, tendo em sua linha os cookies, ou até mesmo, tendo os cookies como seu carro chefe", diz Bruna Rabelo. "Digamos que entrou no gosto do brasileiro".

Vanessa Castelo, que abriu sua portinha em agosto de 2022, também acredita que o brasileiro aprendeu a saborear o que é um cookie de verdade. "As pessoas entendem melhor o que é o cookie verdadeiro, deixando de lado aquela ideia de biscoito seco e duro que as versões industrializadas oferecem", explica a dona da Cookielicias, ali no bairro do Paraíso, em São Paulo. "Muitas marcas artesanais que começaram a atuar durante a pandemia e a vender por delivery viram a oportunidade de abrir suas lojas no pós-covid".

Sabores diferentes? Temos!

Hoje, com tantas lojas espalhadas por São Paulo, uma das principais apostas é criar conceitos e sabores diferentes de cookies para se destacar. A Gik's, por exemplo, faz isso mensalmente. "Temos os cookies do cardápio fixo mas todos os meses temos uma receita nova que fica pelo período de 30 dias. Já foram mais de 40 sabores e todo fim de mês recebemos uma enxurrada de mensagens de clientes querendo que aquele sabor fique fixo no cardápio e mais outra enxurrada de clientes curiosos pelo novo sabor", diz Giovanna.

Uma casa que não tem medo de ousar -- e que dá muito certo em suas ousadias -- é a Beik. Daniela Etchenique Aguiar, uma das sócias da marca, começou tudo na cozinha de sua casa em 2013 e, depois de idas e vindas, retomou os negócios em 2020 com a irmã Andrea. Além dos cookies tradicionais, a Beik tem o Cookie Muffin, que é a massa do cookie clássico assada em um formato de mini muffin, com as opções de recheio de brigadeiro, Ninho com Nutella, brigadeiro e doce de leite, Nutella e pistache (R$ 10). Outra opção criativa é a panelinha de cookie, que vem direto da panela com uma crostinha crocante (R$ 110, duas ou três pessoas) e mil folhas de cookies (R$ 105, quatro pessoas).

"A chave do sucesso é uma confeitaria estar sempre se reinventando lançando novidades. Aqui na BEIK nosso sucesso vem justamente de uma receita de qualidade superior, um excelente trabalho de branding e inovação constante. Estamos sempre lançando produtos novos e sabores inusitados, justamente para conseguir cativar o consumidor e retê-lo ao longo do tempo", explica Daniela Etchenique Aguiar, uma das donas da confeitaria.

Renato Chvindelman, fundador e sócio da Rusticookies, olha um pouco mais preocupado para essa possibilidade do público enjoar dos cookies em algum momento. "Existem várias marcas aventureiras no mercado. Algumas que surgiram durante a pandemia e outras que chegaram de 'paraquedas'", diz. "É um movimento bastante similar ao que já aconteceu com outros produtos, como a paleta mexicana, o pudim, o brigadeiro. Entendo que só sobreviverão as marcas que tiverem realmente produtos de qualidade e diferenciais competitivos. Aquelas que criarem uma relação afetiva com o consumidor".

Estadão
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