Obstrução intestinal: sintomas, riscos e como tratar
Dor abdominal, inchaço e vômitos podem indicar o problema, que exige atendimento rápido para evitar complicações.
A obstrução intestinal é o bloqueio da passagem no intestino causado por aderências, hérnias ou tumores. O quadro gera cólicas, inchaço abdominal, vômitos e parada de evacuações, podendo levar à necrose e infecção grave. Diferente da prisão de ventre, requer socorro imediato e não deve ser tratada com laxantes. Confirmado por tomografia, o tratamento inclui jejum, hidratação venosa e descompressão por sonda gástrica, demandando cirurgia de urgência nos casos críticos para desobstrução.
A obstrução intestinal ocorre quando algo impede ou dificulta a passagem de alimentos digeridos, líquidos, gases e fezes pelo intestino. O quadro pode provocar dor abdominal, inchaço e vômitos e, nos casos mais graves, comprometer a circulação sanguínea na região e colocar a vida do paciente em risco.
Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, o problema pode ter diferentes causas, como aderências formadas após cirurgias abdominais, hérnias, tumores, torções intestinais e acúmulo de fezes endurecidas.
"Quando essa estrada fica parcialmente ou completamente fechada, tudo começa a se acumular antes do bloqueio. Como consequência, o intestino pode ficar muito dilatado, provocando dores, inchaço abdominal e vômitos", explica.
Os sintomas mais comuns incluem cólicas, enjoo, distensão abdominal e dificuldade para evacuar ou eliminar gases. A dor pode começar de forma intermitente e se tornar constante conforme o quadro evolui.
Quais sinais indicam gravidade?
Dor abdominal forte e persistente, vômitos repetidos, barriga muito inchada e dolorida, febre, fraqueza intensa, tontura ou desmaio são sinais de alerta que exigem atendimento imediato em um pronto-socorro.
"Quando o intestino permanece obstruído, pode ocorrer uma redução da chegada de sangue à região e, nos casos mais graves, até o rompimento de parte do intestino, provocando uma infecção muito séria dentro do abdômen", alerta o especialista.
Uma dúvida comum é como diferenciar a obstrução da prisão de ventre. Na constipação, geralmente há fezes endurecidas, esforço para evacuar e dificuldade para eliminar as fezes. Já a obstrução pode provocar dor mais intensa, inchaço progressivo e vômitos.
No entanto, conseguir evacuar não descarta o problema, pois obstruções parciais ainda podem permitir a passagem de gases e fezes. Diante da suspeita, não se deve utilizar laxantes, fazer lavagens intestinais ou recorrer a receitas caseiras por conta própria.
Como é feito o tratamento de obstrução intestinal?
O diagnóstico começa com avaliação médica e exame físico. Exames de imagem, especialmente a tomografia computadorizada, ajudam a identificar a localização e a causa do bloqueio, além de possíveis complicações.
O tratamento depende da gravidade do quadro. Em alguns casos, pode incluir internação, suspensão temporária da alimentação, hidratação pela veia e uso de uma sonda para aliviar o acúmulo de líquidos no estômago. Quando há comprometimento da circulação sanguínea, bloqueio importante ou ausência de melhora, pode ser necessária uma cirurgia para liberar a passagem ou retirar a parte danificada do intestino.
"Nem toda obstrução exige cirurgia, mas toda suspeita precisa ser avaliada rapidamente, porque o tempo pode fazer uma grande diferença no resultado do tratamento", conclui o coloproctologista.
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