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Nem só de chocolate: Páscoa pode intensificar compulsões alimentares

Especialista alerta que excesso de doces pode ampliar ansiedade e culpa

31 mar 2026 - 12h51
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A Páscoa é tradicionalmente associada ao consumo de chocolate e encontros em torno da comida. Para algumas pessoas, porém, esse período pode desencadear ansiedade e episódios de compulsão alimentar.

Especialista alerta que Páscoa pode intensificar episódios de compulsão alimentar
Especialista alerta que Páscoa pode intensificar episódios de compulsão alimentar
Foto: SHutterstock / Saúde em Dia

Especialistas alertam que o aumento da oferta de doces pode intensificar uma relação emocional fragilizada com a alimentação.

Páscoa pode ser gatilho emocional

O contexto de abundância pode aumentar a pressão emocional. Pessoas que já enfrentam dificuldades com a alimentação tendem a sentir culpa e perda de controle.

"Para muitas pessoas, o chocolate e os encontros em torno da comida não representam apenas prazer, mas também ansiedade, culpa, vazio e perda de controle. Esse período pode intensificar uma relação já fragilizada com o alimento", afirma a psicóloga Dra. Andrea Beltran.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, os transtornos alimentares estão entre as condições de saúde mental que mais crescem no mundo. Eles costumam estar associados a ansiedade, depressão e estresse.

Compulsão alimentar e emoções

A compulsão alimentar está frequentemente ligada à dificuldade de regular emoções. A comida passa a ser utilizada como forma de lidar com sentimentos negativos.

"Quando comer deixa de ser uma escolha consciente e passa a funcionar como uma tentativa de aliviar dores internas, estamos diante de um sinal importante. A compulsão alimentar, muitas vezes, não está ligada apenas à fome do corpo, mas a uma fome emocional e simbólica", explica a especialista.

Entre os fatores emocionais associados estão:

  • Estresse.
  • Solidão.
  • Frustração.
  • Ansiedade.
  • Carência afetiva.

Essas emoções podem intensificar o comportamento alimentar impulsivo.

Impactos na saúde física e mental

Além do aspecto emocional, a compulsão alimentar pode trazer consequências para a saúde. Comportamentos desregulados estão associados ao aumento do risco de obesidade e doenças metabólicas.

O ciclo também pode agravar a saúde mental. Culpa e frustração tendem a reforçar novos episódios de compulsão.

Como lidar com a compulsão nesse período

Buscar apoio psicológico pode ajudar a compreender os gatilhos. O acompanhamento permite desenvolver estratégias mais saudáveis.

"O processo terapêutico ajuda a dar sentido a esse sofrimento. Ao longo desse caminho, a pessoa pode aprender a reconhecer o que sente e diferenciar fome física de fome emocional", afirma Dra. Andrea Beltran.

A especialista também destaca a importância da consciência durante a data. "Talvez seja uma oportunidade de viver esse período com mais consciência, menos culpa e mais escuta interna", conclui.

Saúde em Dia
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