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Deficiência de ferro: por que só a dieta não basta?

O Dia da Saúde e Nutrição, celebrado em março, é um convite para refletir sobre a importância da alimentação equilibrada na prevenção de doenças. No entanto, especialistas alertam que, em muitos casos, apenas manter uma dieta saudável não é suficiente para suprir as necessidades do organismo, especialmente quando se trata da deficiência de ferro, uma […]

31 mar 2026 - 15h24
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O Dia da Saúde e Nutrição, celebrado em março, é um convite para refletir sobre a importância da alimentação equilibrada na prevenção de doenças. No entanto, especialistas alertam que, em muitos casos, apenas manter uma dieta saudável não é suficiente para suprir as necessidades do organismo, especialmente quando se trata da deficiência de ferro, uma das principais causas de anemia no mundo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia afeta cerca de 1,62 bilhão de pessoas globalmente, sendo mais prevalente entre crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. No Brasil, dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 29% das mulheres em idade reprodutiva e 20% das crianças menores de cinco anos apresentam algum grau de anemia, grande parte relacionada à deficiência de ferro.

Por que só a alimentação não é suficiente

Segundo Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da Carnot Laboratórios, embora a alimentação seja fundamental, ela nem sempre consegue atender às demandas do organismo. "Existem situações em que o consumo de ferro pelos alimentos não é suficiente para corrigir a deficiência. Problemas de absorção intestinal, perdas sanguíneas, aumento da necessidade do mineral na gestação e na infância e dietas restritivas são fatores que dificultam a reposição adequada apenas pela dieta", explica.

O especialista destaca que sintomas como cansaço excessivo, palidez, tontura, queda de cabelo, falta de concentração e unhas fracas podem ser sinais de alerta. "Muitas pessoas normalizam esses sintomas e não investigam a causa. A deficiência de ferro compromete o transporte de oxigênio no sangue e impacta diretamente a disposição física e mental", afirma.

Além da alimentação rica em ferro, presente em carnes, feijão, vegetais verde-escuros e leguminosas, a absorção do nutriente depende de outros fatores, como a presença de vitamina C e a redução do consumo de substâncias que dificultam esse processo, como café e chás em excesso. Ainda assim, em muitos casos é necessário recorrer à suplementação sob orientação médica.

"O tratamento da deficiência de ferro deve ser individualizado. A automedicação pode mascarar doenças mais graves ou atrasar o diagnóstico correto. Por isso, é essencial realizar exames laboratoriais e seguir a orientação de um profissional de saúde", alerta Carlos.

Como evitar a deficiência de ferro

A prevenção também passa por políticas de saúde pública, acompanhamento nutricional e educação alimentar. Para o especialista, campanhas como o Dia da Saúde e Nutrição são fundamentais para ampliar o debate sobre um problema silencioso, mas com grande impacto na qualidade de vida. "Garantir níveis adequados de ferro é garantir mais energia, melhor imunidade e desenvolvimento saudável em todas as fases da vida", ressalta.

Carlos reforça que a atenção à nutrição deve ser contínua. "Cuidar da alimentação é o primeiro passo, mas entender quando ela não é suficiente faz parte do autocuidado responsável. O diagnóstico precoce evita complicações e melhora significativamente a resposta ao tratamento", finaliza

Revista Malu Revista Malu
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