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Dançar é a melhor forma de prevenir demência, diz especialista em longevidade

Para especialista, manter o cérebro ativo exige mais do que cruzadinhas - é a união entre movimento, planejamento e reação que fortalece a mente e ajuda a viver melhor

10 nov 2025 - 14h53
(atualizado às 15h14)
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Para o médico Peter Attia, referência mundial em longevidade e envelhecimento saudável, manter a mente ativa é essencial - mas isso vai muito além de resolver palavras cruzadas ou jogar Sudoku. Em vez de depender apenas desses exercícios mentais, ele defende que o verdadeiro estímulo cerebral vem quando o corpo também entra em ação. Dançar, por exemplo, é uma das maiores formas de realizar isso.

Médico defende que dançar, praticar esportes e se movimentar é mais eficaz para a saúde cerebral do que jogos mentais; entenda
Médico defende que dançar, praticar esportes e se movimentar é mais eficaz para a saúde cerebral do que jogos mentais; entenda
Foto: Reprodução: Canva/FG Trade / Bons Fluidos

Durante sua participação no evento HSM+, realizado em São Paulo, o especialista explicou que atividades que unem raciocínio e movimento físico são as mais eficazes na prevenção de doenças neurodegenerativas, como demência e Alzheimer.

O poder de combinar corpo e cérebro

Segundo Attia, "a dança envolve mais padrões cerebrais" e é um dos melhores exemplos de exercício completo para o cérebro. Ele explica que o segredo está em engajar várias partes cognitivas ao mesmo tempo - planejamento, coordenação e reação. 

"Quando você faz Sudoku ou palavras cruzadas, está usando um tipo específico de área do cérebro", diz. "Não há nada de errado com isso. Mas o foco deve estar em atividades multifacetadas, que exigem mais habilidades do corpo". Ou seja, o ideal é escolher práticas que envolvam tanto raciocínio quanto resposta motora, desafiando o cérebro a tomar decisões rápidas e complexas.

Esportes complexos trazem mais benefícios

Entre as atividades que mais estimulam o cérebro, Attia cita os esportes com raquete. "Fazer um esporte, um esporte com raquete é um ótimo exemplo de algo que pode ser até melhor do que correr", afirma. Para ele, a corrida é benéfica, mas repetitiva. Já modalidades como o tênis, o squash ou o badminton exigem atenção constante: é preciso acompanhar o movimento da bola, decidir rapidamente a direção a seguir e ajustar o corpo para responder. Essa combinação de fatores amplia a plasticidade cerebral e fortalece as conexões neurais.

O impacto do sono e da pressão arterial

Além do movimento, Attia destaca outros pilares do envelhecimento saudável: dormir bem e manter a pressão arterial sob controle. Ambos têm papel direto na saúde cerebral, já que noites mal dormidas e hipertensão estão entre os fatores que aceleram o declínio cognitivo.

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