Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Oferecimento Logo do patrocinador
Publicidade

Crianças também podem meditar? Veja os benefícios e como ensinar a prática em casa

Segundo especialista, prática pode ajudar na atenção e na regulação emocional, mas deve ser curta, leve e adaptada à idade da criança

5 nov 2026 - 18h36
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A meditação infantil traz benefícios como melhora na atenção, bem-estar e autorregulação emocional diante do estresse. Diferente do modelo adulto, a prática com crianças deve ser flexível, lúdica e sem cobrança por imobilidade ou foco perfeito. Conduzida por meio de respiração, imaginação e recursos sensoriais, a atividade pode ser feita em sessões curtas e sem horário fixo, respeitando o ritmo dos pequenos para ser vista como um momento de acolhimento, e não como uma obrigação da rotina.

A meditação também pode fazer parte da rotina das crianças, mas de uma forma bem diferente da prática adulta. Em vez de exigir silêncio absoluto ou longos períodos de concentração, a proposta pode incluir respiração, imaginação e pequenas pausas que ajudam os pequenos a perceber melhor pensamentos, sensações e emoções.

A meditação infantil pode usar respiração, imaginação e exercícios guiados sem exigir silêncio absoluto ou longos períodos de concentração
A meditação infantil pode usar respiração, imaginação e exercícios guiados sem exigir silêncio absoluto ou longos períodos de concentração
Foto: Canva Equipes/Africa images / Bons Fluidos

A ideia é apresentar a prática de maneira simples, sem cobrança por desempenho ou concentração perfeita. Dessa forma, a meditação pode se transformar em mais um recurso para momentos de agitação, frustração ou necessidade de desacelerar.

Meditação infantil: quais benefícios são estudados?

Pesquisas sobre meditação e mindfulness na infância apontam possíveis efeitos positivos principalmente na atenção, na autorregulação e em aspectos do bem-estar emocional, segundo o psicólogo clínico Juan Lucas Martín, em entrevista ao 'La Nación'. 

"Há um processo de aprendizagem que considero particularmente valioso: ajudar as crianças a reconhecerem o que está acontecendo dentro delas e dar-lhes ferramentas para responderem de forma mais consciente ao estresse, à frustração ou a emoções intensas. Isso as ajuda a aprender desde cedo a responder sem reagir", afirmou.

O psiquiatra infantil Christian Plebst ainda destaca essa aproximação com o próprio mundo interno. "Assim como as crianças exploram naturalmente o mundo ao seu redor, a meditação também pode ajudá-las a descobrir seu mundo interior: suas sensações, emoções e pensamentos", explicou.

Como ensinar meditação para crianças?

Na infância, a prática não precisa seguir o modelo de meditação dos adultos. Permanecer completamente imóvel, por exemplo, não é uma condição para começar. A atividade pode partir de estímulos simples, como acompanhar a respiração, usar a imaginação ou seguir uma orientação guiada.

Sons suaves e músicas também podem ajudar a criar um ambiente mais tranquilo, principalmente nas primeiras experiências. Movimento e recursos sensoriais podem fazer parte desse processo. O objetivo é direcionar a atenção para o momento presente de uma maneira acessível para a idade, e não exigir que a criança esvazie a mente.

Ademais, a forma de conduzir a atividade pode variar conforme a personalidade e o interesse de cada criança. Algumas podem se envolver mais com histórias e visualizações, enquanto outras respondem melhor a exercícios de respiração.

Quanto tempo e quando praticar?

Não existe um horário obrigatório. A meditação pode entrar na rotina sempre que houver espaço para alguns minutos de pausa, seja no início do dia, antes de dormir ou depois de um período de maior agitação. A duração também não precisa ser longa.

Segundo Martín, começar aos poucos ajuda a tornar a experiência mais natural e evita transformar a atividade em uma obrigação. "Eu aconselharia começar com períodos curtos e não tentar fazer tudo perfeito. Uma criança pode se mexer, se distrair ou abrir os olhos. Isso é normal. A meditação infantil não precisa ser igual à meditação adulta", esclareceu.

Por isso, insistir em uma postura rígida ou em sessões prolongadas pode afastar a criança da prática. O mais importante é respeitar o ritmo dos pequenos e permitir que esse momento seja associado a pausa e acolhimento, e não a mais uma tarefa da rotina.

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra