Corpo de blogueira: por que você nunca vai chegar lá?
Entre filtros, procedimentos estéticos e estratégias de mercado, o padrão exibido nas redes sociais nem sempre corresponde à realidade.
A busca pelo corpo ideal exibido por influenciadoras nas redes sociais é uma armadilha que desconsidera a genética e a individualidade biológica. Em debate no VidaCast, especialistas apontam que essa estética inalcançável alimenta a pressão estética e sustenta financeiramente a indústria da beleza e do emagrecimento, que lucra ao estimular a constante insatisfação corporal e o consumo de produtos milagrosos.
Você acorda cedo, treina, tenta manter uma alimentação equilibrada e, mesmo assim, não consegue conquistar a barriga definida que aparece no feed daquela influenciadora. Será que falta disciplina? O treino está errado? Ou será que a comparação parte de uma imagem que, muitas vezes, nem representa um corpo real?
Nas redes sociais, é comum encontrar abdômens sem marcas, peles perfeitamente lisas e curvas que parecem seguir uma fórmula. O problema é que essas imagens ajudam a construir uma ideia de corpo ideal que nem sempre considera a genética, a individualidade e os diferentes caminhos que cada pessoa percorre.
Em entrevista ao VidaCast, do MinhaVida, a jornalista e criadora de conteúdo Mia Lopes e a endocrinologista e metabologista Elane Dias discutiram como esse padrão é construído e por que a busca por ele pode se tornar uma armadilha.
O desconforto com o próprio corpo também movimenta um mercado
Para Mia Lopes, a pressão estética não pode ser separada dos interesses comerciais que existem por trás da indústria da beleza e do emagrecimento. Até porque, quando alguém acredita que precisa mudar alguma característica física para ser aceito, fica mais suscetível a consumir produtos e tratamentos que prometem aproximá-lo do padrão desejado.
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