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Cozinhar pode reduzir até 30% do risco de demência em idosos, diz estudo

Atividade envolve memória, atenção e planejamento - fatores importantes para a saúde cognitiva ao longo do tempo

23 abr 2026 - 09h38
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Preparar a própria comida pode ir muito além de uma questão de rotina ou prazer. Um novo estudo sugere que esse hábito simples de cozinhar também pode ter impacto direto na saúde do cérebro, especialmente ao longo do envelhecimento.

Estudo aponta que cozinhar regularmente pode reduzir o risco de demência; entenda a relação entre o hábito e a saúde do cérebro
Estudo aponta que cozinhar regularmente pode reduzir o risco de demência; entenda a relação entre o hábito e a saúde do cérebro
Foto: Reprodução: Canva/fcafotodigital / Bons Fluidos

A pesquisa, conduzida por cientistas do Instituto de Ciência de Tóquio, no Japão, indica que cozinhar regularmente pode estar associado a um menor risco de desenvolver demência entre idosos.

O que diz o estudo

O trabalho acompanhou mais de 10 mil pessoas com 65 anos ou mais ao longo de cerca de seis anos. Durante esse período, os pesquisadores analisaram tanto a frequência com que os participantes preparavam refeições quanto a evolução da saúde cognitiva.

Os voluntários relataram seus hábitos na cozinha - desde quem nunca cozinhava até aqueles que preparavam refeições várias vezes por semana. Também foram avaliadas habilidades culinárias, como descascar alimentos ou cozinhar pratos mais elaborados.

Ao cruzar essas informações com dados de saúde, os cientistas observaram um padrão: quanto maior a frequência de preparo de refeições em casa, menor era o risco de demência ao longo do tempo.

Cozinhar pode fazer diferença

De acordo com os resultados, preparar refeições pelo menos uma vez por semana já esteve associado a uma redução significativa no risco da doença - cerca de 23% entre homens e 27% entre mulheres, em comparação com quem cozinhava com menos frequência.

Entre os participantes com menor habilidade na cozinha, o impacto foi ainda mais expressivo, sugerindo que o simples ato de se envolver com o preparo dos alimentos já pode trazer benefícios.

Por que cozinhar pode ajudar o cérebro?

O preparo de uma refeição envolve uma série de estímulos importantes: planejamento, coordenação motora, atenção, memória e tomada de decisões. Além disso, cozinhar pode estar ligado a outros fatores positivos, como alimentação mais equilibrada e maior autonomia no dia a dia - elementos que também influenciam a saúde cognitiva.

Para os autores do estudo, incentivar esse tipo de atividade ao longo da vida pode ser uma estratégia relevante. "Criar um ambiente em que as pessoas possam cozinhar suas refeições quando forem mais velhas pode ser importante para a prevenção da demência".

É preciso cautela na interpretação

Apesar dos resultados, especialistas ressaltam que o estudo não comprova uma relação direta de causa e efeito. A diretora de pesquisa da Alzheimer's Research UK, Susan Kohlhaas, destaca algumas limitações. Como os dados sobre o hábito de cozinhar foram coletados em um único momento, eles podem não refletir mudanças ao longo do tempo.

Além disso, existe a possibilidade de que a relação funcione de forma inversa. Pessoas que já apresentam sinais iniciais de declínio cognitivo podem reduzir a frequência com que cozinham. 

"Também é possível que o contrário seja verdadeiro: pessoas com problemas iniciais de memória e cognição podem perder a capacidade ou a motivação para cozinhar, passando a cozinhar com menos frequência".

Um conjunto de hábitos faz a diferença

Mesmo com essas ressalvas, os achados reforçam algo que a ciência já aponta: manter-se ativo - física e mentalmente - é essencial para preservar a saúde do cérebro. Nesse contexto, cozinhar aparece como mais uma possibilidade dentro de um conjunto de hábitos que contribuem para o envelhecimento saudável.

Bons Fluidos
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