Cores das guias dos Orixás na Umbanda: o que representam e como são utilizadas
Mais do que um elemento de identificação, as guias carregam simbolismo, proteção e são consagradas para uso nas práticas da Umbanda
As cores das guias dos Orixás fazem parte da tradição da Umbanda e carregam significados que vão muito além da estética. Esses colares, conhecidos como guias, simbolizam proteção, conexão espiritual e identificação das linhas de trabalho dentro da religião. Segundo o portal Umbanda Eu Curto, uma guia deve passar pelo processo de consagração antes de ser utilizada. Além disso, cada terreiro segue fundamentos próprios. Por isso, algumas cores podem variar entre casas e tradições, sem que isso represente um erro.
O que são as guias na Umbanda?
As guias são colares confeccionados com contas, sementes ou pedras naturais. Médiuns e praticantes utilizam essas peças durante os trabalhos espirituais como parte dos fundamentos religiosos. Antes de tudo, elas passam por etapas de limpeza, energização e consagração. Depois disso, tornam-se instrumentos de proteção espiritual e de conexão com as linhas de trabalho da casa. Ao mesmo tempo, cada terreiro mantém suas próprias orientações. Por esse motivo, quem deseja usar uma guia deve seguir sempre as recomendações dos dirigentes espirituais.
O significado das cores das guias dos Orixás
Cada cor representa simbolicamente a energia de um Orixá. No entanto, não existe uma padronização única entre todas as vertentes da Umbanda. Ainda assim, algumas cores aparecem com mais frequência.
As combinações tradicionalmente utilizadas são:
- Oxalá: branco;
- Ogum: vermelho;
- Oxóssi: verde;
- Xangô: marrom;
- Iansã: amarelo;
- Oxum: azul vivo;
- Iemanjá: azul leitoso;
- Nanã: lilás;
- Obaluayê: branco e preto;
- Omolu: branco, preto e vermelho;
- Exu: preto e vermelho;
- Pombagira: vermelho.
Além dessas combinações, algumas tradições também associam cores a outros Orixás, como Egunitá (laranja), Oyá-Tempo (fumê), Obá (magenta) e Oxumaré (azul-turquesa).
Por que as cores podem mudar entre os terreiros?
Quem visita diferentes casas de Umbanda costuma perceber algumas diferenças nas guias. Isso acontece porque cada terreiro preserva ensinamentos próprios, transmitidos pelos dirigentes e pelas entidades espirituais. Dessa forma, embora existam cores tradicionalmente associadas a cada Orixá, pequenas variações fazem parte da diversidade da religião. Além disso, algumas casas seguem fundamentos específicos recebidos de suas entidades. Assim, nem sempre duas guias iguais representam um erro ou uma mudança de tradição. Por isso, o mais importante é respeitar os fundamentos praticados em cada casa.
Pedras naturais também fazem parte das guias
Além das contas coloridas, muitas casas confeccionam guias com pedras naturais.
Segundo o portal Umbanda Eu Curto, cada pedra também pode representar a energia de um Orixá. Entre os exemplos mais conhecidos, estão:
- Quartzo transparente para Oxalá;
- Água-marinha para Iemanjá;
- Citrino para Iansã;
- Granada para Ogum;
- Quartzo verde para Oxóssi;
- Jaspe marrom para Xangô;
- Ametista para Oxum;
- Quartzo branco e turmalina negra para Obaluayê.
No entanto, cada terreiro define quais materiais utiliza de acordo com seus fundamentos religiosos. Da mesma forma, algumas casas preferem apenas contas coloridas, enquanto outras adotam pedras naturais em todas as guias.
Um símbolo de fé e tradição
As cores das guias dos Orixás representam um dos símbolos mais conhecidos da Umbanda e fazem parte da identidade religiosa de milhares de praticantes. Mais do que um acessório, as guias expressam proteção, pertencimento e conexão espiritual. Além disso, elas acompanham os rituais e reforçam os fundamentos de cada terreiro. Por fim, antes de adquirir ou utilizar uma guia, vale buscar orientação na própria casa religiosa. Assim, o praticante respeita a tradição do terreiro, compreende melhor o significado desse elemento e utiliza a guia de acordo com os ensinamentos da Umbanda.
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