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"Uma menina que gosta dela mesma é algo revolucionário": Leandra Leal reflete sobre autoestima feminina

A atriz relacionou a dificuldade de muitas mulheres em gostar de si mesmas a padrões impostos pela sociedade e defendeu ensinar meninas a reconhecer o próprio valor

15 set 2026 - 21h27
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Resumo
Em entrevista ao programa Sem Censura, Leandra Leal defendeu que a autoestima feminina é um ato revolucionário e de resistência política. A atriz explicou que a imposição da insegurança e a busca constante por validação externa são ferramentas históricas do patriarcado para exercer controle sobre as mulheres. Para romper com esse ciclo de dominação, ela enfatizou a urgência de ensinar meninas, desde a infância, a valorizarem o próprio corpo e a reconhecerem sua identidade com autonomia.

A relação que uma mulher constrói consigo mesma também pode sofrer influência das expectativas impostas pela sociedade. Em entrevista ao programa 'Sem Censura', Leandra Leal refletiu sobre como a falta de autoestima pode funcionar como uma forma de dominação e defendeu que aprender a gostar de si mesma desde cedo também representa uma forma de resistência. Para a atriz, uma das maneiras mais fáceis de controlar alguém seria fazer com que essa pessoa deixasse de gostar de si própria. Esse mecanismo atinge especialmente as mulheres, que durante anos receberam mensagens que dificultaram a construção de uma relação positiva com o próprio corpo e com a própria identidade.

Leandra Leal refletiu sobre a importância de construir uma relação mais positiva consigo mesma
Leandra Leal refletiu sobre a importância de construir uma relação mais positiva consigo mesma
Foto: Reprodução Instagram/ @leandraleal / Bons Fluidos

"Nunca estamos satisfeitas"

Ao longo da reflexão, Leandra afirmou que muitas mulheres cresceram sem se sentirem autorizadas a gostar de si mesmas. Como consequência, a busca constante pela aprovação externa passou a ocupar um espaço importante na maneira como enxergavam o próprio valor. Nesse sentido, ela destacou que depender da validação de outras pessoas também pode funcionar como uma forma de controle. Assim, quando uma mulher precisa ouvir de alguém que é bonita, interessante ou "legal" antes de acreditar nessas características, sua percepção sobre si mesma acaba vinculada ao olhar externo.

Gostar de si também é resistência

Para a atriz, romper com essa lógica exige uma mudança na forma como as mulheres aprendem a se enxergar. Por isso, ela afirmou que uma menina que gosta de si mesma representa algo revolucionário. Além disso, defendeu que essa consciência precisa começar ainda na infância. Segundo ela, ensinar meninas a reconhecer o próprio valor pode ajudá-las a entender que a insatisfação constante não precisa fazer parte da relação com o próprio corpo.

O papel do patriarcado

Na reflexão, ela também citou diretamente o patriarcado como parte dessa estrutura. Para ela, a sociedade machista contribuiu historicamente para que as mulheres desenvolvessem uma visão mais crítica e insatisfeita sobre si mesmas. Por isso, incentivar uma relação mais positiva com o próprio corpo também significa questionar padrões que foram construídos e repetidos ao longo do tempo. Dessa forma, a autoestima deixa de ser apenas uma questão individual e passa a ocupar um espaço dentro de uma discussão maior sobre gênero e comportamento.

Ensinar meninas a gostarem de si

Ao falar sobre as novas gerações, reforçou a importância de mostrar às meninas que elas não precisam se rejeitar para corresponder às expectativas de outras pessoas. Nesse processo, reconhecer o próprio corpo, a própria vida e até o prazer que esse corpo pode proporcionar aparece como parte dessa construção. Assim, a atriz propôs uma relação mais livre consigo mesma, baseada menos na aprovação externa e mais na própria percepção de valor. No fim, a reflexão deixou uma mensagem direta: gostar de si mesma não deveria ser visto como excesso de confiança ou vaidade. Pelo contrário, para Leandra Leal, aprender a se valorizar pode ser uma maneira de romper com uma lógica que durante muito tempo ensinou mulheres a enxergarem primeiro seus defeitos.

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