Suíça: 16 clichês que você vai realmente encontrar no país
Conhecido pelos chocolates e relógios, o local tem mais alguns atrativos típicos que valem a pena
Quando se pensa na Suíça, vêm à mente chalés de madeira encrustados em montanhas, paisagens com os Alpes ao fundo e vaquinhas gordas sobre um pasto verde. Sem mencionar os símbolos ainda mais óbvios: chocolate, queijo e relógios.
Quando se conhece o lugar, o que surpreende é que a Suíça “real” oferece mesmo todos esses deleites para ver e experimentar de perto.
Confira a seleção de 16 ‘clichês’ irresistíveis do país dos relógios, do queijo, do chocolate, dos Alpes... É melhor ver na lista, não é?
Paisagem ‘de protetor de tela’
A vista e a natureza parecem até típicos protetores de tela e papeis de parede de desktop. Picos com neve eterna, devido à altura de mais de 3 mil metros, lagos com água transparente e muito verde são paisagens corriqueiras na região turística de Interlaken, que engloba os Alpes e fica entre os lagos Brienz e Thun.
Belos canais cortam a cidade de Thun, que também é cercada por montanhas com picos nevados.
Chalés na montanha
Os charmosos chalés de madeira são mais frequentes do que o próprio turista pode sonhar – ao menos em cidades menores, onde os edifícios mais altos são praticamente inexistentes. Muitos dos ‘chalets’ (como são chamados no país) são grandes e divididos entre famílias em apartamentos. Outros são usados por fazendeiros em apenas alguns períodos, para cuidar do gado nas diferentes estações.
Janelas com coração e floreiras
Muitas casas na Suíça têm janelinhas de madeira - adornadas com coração e floreiras - um detalhe que mostra o cuidado dos moradores. É comum uma bicicleta ao lado completando a imagem. Na cidade de Brienz, a pitoresca rua Brungrasse tem chalés de madeira cercados pelas montanhas e também por flores, é claro. Muitas das casas estão na viela desde o século 18.
Trens que sobem os Alpes
Os vagões não só são confortáveis, como pontuais. Não ocorrem atrasos nem de um minuto sequer. O transporte parte na hora marcada e chega ao destino também no horário previsto. E o mais agradável é que os trens sobem as montanhas, acessando diversas estações de esqui. Pelos trilhos, é possível atingir o pico Jungfrau, o topo da Europa, em que a estação de trem fica a 3.454 metros de altitude. Ou seja, você passeia pelas paisagens em seu assento no transporte público. Ainda com direito a wi-fi liberado e tomadas para carregar o celular. Coisas da Suíça...
Relógios
Os colecionadores de relógios podem encontrar seu paraíso na Suíça. Há lojas especializadas que reúnem até 100 marcas diferentes em um só lugar, como a Kirchhofer. Também há butiques com edições limitadas de grifes como a Patek Phillippe, que teve Einstein entre os clientes, e a Breguet, com alguém não menos ilustre, Maria Antonieta. Só não pense que o relógio suíço é mais barato na Suíça. Um modelo todo cravejado em diamantes chega a custar 1 milhão de dólares.
Pontualidade
Na terra dos relógios, a pontualidade é outro ‘clichê’ que não poderia faltar. Nem os trens nem os suíços costumam atrasar. Nada. Um minuto já é o suficiente para perder o transporte e o compromisso. Para um brasileiro, acostumado aos cinco minutos de atraso habituais, pode parecer exagero. Mas a vida fica mais fácil se você sabe quanto tempo vai levar a um determinado destino. E seu dia parece ter muito mais horas.
Segurança
A Suíça é o terceiro país mais seguro do mundo, atrás somente da Suécia e da Islândia, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS), elaborado pela da organização sem fins lucrativos Social Progress Imperative. E não ter medo de roubo ou de perder a bolsa e nunca mais encontrar deixa o passeio muito mais tranquilo.
Canivetes multifunções
Entre os souvenirs para turistas encontrados no país, os canivetes são dos mais úteis. Um dos modelos mais simples e baratos (cerca de R$ 49), há um com 11 funções, como pinça, abridor de latas, saca-rolhas e chave de fenda, além da lâmina. O canivete com diversas utilidades começou a ser produzido para os soldados suíços em 1897 por Karl Elsener, fundador da Victorinox.
Artesanato em madeira
Onde no mundo é preciso estudar quatro anos para esculpir madeiras? Na Suíça, claro. E ao ver os trabalhos do Museu Jobin, em Brienz, percebe-se que o tempo de estudo não foi em vão. Os artistas constroem peças com riqueza de detalhes impressionante a partir de um bloco único de madeira.
Vaquinhas gordas
Outra parte integrante da paisagem suíça são as vacas gordas. E ainda não estamos falando de dinheiro. Os suíços parecem aproveitar qualquer pedacinho de terra para transformar em pasto. Não poderia ser diferente. São esses os animais responsáveis pelo leite de diversas delícias do país, como o chocolate e o queijo.
Chocolates
Eles aparecem em barrinhas tradicionais, no fondue e lojas especializadas. As opções vão muito além do Lindt, marca famosa por aqui e que existe na Suíça desde 1845, e do Toblerone, chocolate que era fabricado na capital Berna desde 1908 e foi comprado por uma indústria norte-americana.
Queijos
São suíços os queijos ementhal e gruyère. Mas o mais importante é que a maior parte do cardápio no país leva este ingrediente, acompanhado da batata.
Fondue
O prato que vira febre no inverno no Brasil, especialmente em cidades como Campos do Jordão (SP) e Monte Verde (MG), é suíço também. No país, costuma ser consumido com um pão mais macio do que o italiano que se usa por aqui, e também com batatas.
Raclette
Outra variação do queijo, já presente no Brasil também. Dessa vez, ele aparece derretido e geralmente é servido com batatas cozidas.
Rösti
Já pelos clichês anteriores, você pode adivinhar o que vai neste prato. Batata e queijo, claro. A batata é cortada em pedaços finos e pequenos, quase como se fosse ralada, e servida com queijo. Outras variações levam tomate, embutidos e até ovo frito. É comum vir acompanhada do salsichão.
Cara, sim: água pode custar quase R$ 15
Um último clichê não tão irresistível assim: a Suíça é sim muito cara. Para um brasileiro, fazendo a conversão do franco suíço para o real praticado no turismo, uma garrafinha de água custa R$ 13. E uma barrinha do Lindt tradicional custa cerca de R$ 6 no supermercado. Ou seja, você pode encontrar no freeshop daqui até mais barato.
Fotos: Crícia Giamatei / Terra e Getty Images
O Terra viajou a convite do Turismo de Interlaken e das linhas de trem Jungfrau
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