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Redes sociais: 43% dos internautas dizem ter vício em seguir influenciadores

Estudo feito com 1.290 pessoas buscou traçar perfil de quem acompanha os criadores de conteúdo e encontrou três motivações principais

17 dez 2019
19h06
atualizado em 18/12/2019 às 14h15
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A pesquisa #Hashtag Seguidores, realizada pelo Diário de Campo Pesquisa, definiu as três motivações principais que levam internautas a seguirem influenciadores nas redes sociais. Entre os achados, foi identificado também que 43% do público é viciado em acompanhar esses criadores de conteúdo.

O projeto completo será divulgado nesta quarta-feira, 18, na Plataforma Gente, portal da Globosat que reúne pesquisas e outros conteúdos sobre os hábitos dos brasileiros.

O estudo realizou 1.290 entrevistas, 30 delas de forma presencial e com mais profundidade, para traçar um perfil dos seguidores de influenciadores digitais.

A primeira análise é que o ambiente das plataformas é movido por dois verbos, 'curtir' e 'seguir', e mostra a relevância do afeto e a tendência de acompanhamento de conteúdos na internet.

Dos entrevistados, 43% declararam ter um vício em acompanhar influenciadores, e uma parcela ainda maior disse que não conseguiria viver sem eles, mesmo com alguns negando o vício.

Motivos para seguir influenciadores

O primeiro motivo para seguir os chamados influencers foi o que os pesquisadores chamaram de Primeiro eu. A ideia é que os seguidores buscam acompanhar pessoas que forneçam conteúdos de qualidade e que tragam novas informações válidas, que os satisfaça.

O segundo motivo foi chamado de Do jeito que eu quero. A conclusão é que muitos internautas gostam da relação com influenciadores, pois têm a sensação de que estão em um relacionamento livre e desimpedido, controlando o conteúdo produzido, escolhendo como e quando vê-lo.

Por fim, o último motivo recebeu o nome de Nunca estarei sozinho. Em um ambiente repleto de conexões, a solidão é vista com maus olhos, e a possibilidade da presença constante de influenciadores surge como uma solução simples para essa questão.

Amigos online e offline

Na pesquisa, uma a cada cinco pessoas entrevistadas chega a considerar alguns criadores de conteúdo mais próximos do que amigos da vida offline e 44% diz considerá-los tão próximos quanto amigos offline.

Outro dado da pesquisa destaca a grande capacidade de influência que os produtores de conteúdo possuem: 76% dos entrevistados disseram já ter mudado de opinião graças aos influenciadores, e 56% já conheceram marcas a partir deles.

Por fim, o estudo mostra que o contato com influenciadores atende a dois desejos dos seguidores: uma busca por intimidade, acompanhando o dia a dia de pessoas famosas, e a chance de entrar em contato com outras realidades, muitas vezes almejadas, mas fora do alcance do público.

"Os seguidores de hoje revelam uma atitude autocentrada: buscam conteúdos úteis e interessantes, companhia, presença e controle sobre a relação. Eles valorizam o fato de não precisarem dar nada em troca e de poderem desfazer essa amizade com facilidade, sem cobranças e sem necessidade de explicações - sem as conhecidas 'DR' (Discussão de Relação). Esse é um novo conceito de amizade, quase que unilateral, onde menos importa quem está do outro lado da tela, mas o que ele ou ela pode agregar", diz a pesquisa.

A partir do dia 18 de dezembro, o estudo completo estará disponível no site da Plataforma Gente, que também terá um podcast, chamado Seguidores e Influenciadores, para discutir o tema central da pesquisa.

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais

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Estadão
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