Quais os cômodos mais perigosos para crianças? Veja a opinião de especialistas
A cozinha lidera o ranking de periculosidade. No entanto, quarto, banheiro e área de serviço também exige cuidados e um olhar atento dos pais
Muitas vezes, os pais nem percebem. No entanto, em casa, há alguns cômodos mais perigosos para crianças, que exigem maior supervisão. É o caso da cozinha. O ambiente reúne uma combinação crítica de elementos: utensílios cortantes, acesso a prateleiras altas que convidam à escalada e, principalmente, o perigo do fogo e do gás.
Segundo a pediatra Renata Waksman, a família não pode subestimar a inteligência e agilidade da criança, independentemente da idade. Ela relata ao site Bem Estar que, os principais acidentes são: queda, (por causa do piso), queimaduras (por causa do fogão/forno), intoxicação (produtos de limpeza), choque elétrico (tomadas e fios desprotegidos), engasgo e aspirações de corpos estranhos (grãos) e afogamento (balde, pia).
Cômodos perigosos para crianças: a cozinha é o número 1
Por isso, para garantir a proteção dos pequenos, se possível, a presença da criança na cozinha seja evitada. Segundo o capitão Ian Triska, chefe do Centro de Comunicação Social do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, quando o acesso for inevitável, medidas simples salvam vidas. Ao site Crescer, ele afirma que os pais devem manter os cabos das panelas virados para dentro do fogão, priorizar as bocas de trás e retirar os botões de acendimento após o uso são protocolos fundamentais. Além disso, o uso de pratos e copos de plástico e a manutenção de bebidas alcoólicas em locais altos e trancados são regras de ouro para prevenir fatalidades.
Área de serviço e banheiro
Embora a cozinha lidere o ranking de periculosidade, outros cômodos exigem atenção redobrada. Na área de serviço, o maior vilão é a intoxicação. Especialistas são unânimes em afirmar que produtos de limpeza e medicamentos jamais devem ser armazenados em embalagens de alimentos, como garrafas de refrigerante, o que confunde a criança.
No banheiro, a recomendação é manter a porta sempre fechada e a tampa do vaso sanitário travada. Tapetes antiderrapantes são itens obrigatórios para evitar quedas graves. Por fim, durante o banho, a supervisão deve ser absoluta; mesmo em banheiras com pouca água, o risco de afogamento em bebês é real e silencioso.
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