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Por que estamos todos obcecados por Pedro e Adriana? A psicologia explica o fenômeno de Quem Ama Cuida

Interpretados por Chay Suede e Letícia Colin, os protagonistas conquistaram o público com o conceito de slow burn; especialistas analisam por que a estabilidade virou o novo fetiche da audiência

1 jul 2026 - 15h19
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Durante muito tempo, as novelas e os filmes nos acostumaram a associar o amor verdadeiro ao caos. Casais marcados por ciúmes doentios, triângulos amorosos intermináveis, idas e vindas e muita instabilidade sempre lideraram a audiência. Contudo, o cenário atual da teledramaturgia mostra que o desejo do público mudou drasticamente. A prova viva disso é a verdadeira obsessão nacional por Pedro (Chay Suede) e Adriana (Letícia Colin), os protagonistas da novela Quem Ama Cuida.

Descubra a explicação psicológica para a obsessão do público por Pedro e Adriana, o casal de Quem Ama Cuida; entenda o sucesso do romance
Descubra a explicação psicológica para a obsessão do público por Pedro e Adriana, o casal de Quem Ama Cuida; entenda o sucesso do romance
Foto: Reprodução/Globoplay / Bons Fluidos

A química avassaladora entre os atores é inegável, mas o segredo do sucesso de 'Pedriana' vai muito além da atração física. Do ponto de vista psicológico, o casal representa um oásis de saúde emocional que a audiência estava cansada de procurar na ficção.

O charme irresistível do slow burn em Quem Ama Cuida

Pedro e Adriana são o exemplo perfeito do conceito de slow burn, ou "chama lenta". O relacionamento deles não nasceu de uma paixão instantânea ou de um clichê de amor à primeira vista. Pelo contrário, a conexão foi construída degrau por degrau, alimentada pelo conhecimento genuíno do outro.

A história da fisioterapeuta Adriana começa marcada por perdas e pela dura necessidade de reconstruir a própria vida. Uma mulher forte, mas vulnerável. É aí que cruza seu caminho o advogado Pedro, um homem idealista, movido por um profundo senso de justiça e pelo desejo genuíno de cuidar.

O primeiro ponto de virada acontece quando, mesmo vivendo o pior dia de sua vida, Adriana se mostra generosa e preocupada com o próximo. Esse olhar empático da personagem é o que captura a atenção de Pedro.

A admiração como pilar psicológico

Na psicologia, sabemos que os relacionamentos mais duradouros e bem-sucedidos não se sustentam pela intensidade inicial, mas sim pela admiração mútua. A atração física surge em segundos, mas a admiração exige tempo; ela nasce quando observamos quem o parceiro é em sua essência.

Esse processo acontece dos dois lados na trama:

  • Pedro admira Adriana pela resiliência e generosidade mesmo em meio à dor.

  • Adriana admira Pedro pela integridade, compaixão e capacidade de agir de acordo com seus princípios.

Dessa forma, existe quase uma sensação de reconhecimento mútuo, como se ambos encontrassem alguém que fala a mesma linguagem emocional. Eles se enxergam através de valores compartilhados.

O público não quer mais o caos

Fascinantemente, o público não torce por sofrimento gratuito na história de Pedro e Adriana. Ninguém quer ver jogos emocionais ou triângulos amorosos destrutivos para o casal. As cenas que mais viralizam e "quebram a internet" não são apenas os beijos apaixonados, mas os momentos em que os dois aparecem conversando, se apoiando nas dificuldades e compartilhando a simplicidade do cotidiano.

Nesse sentido, a mobilização em torno de "Pedriana" sugere que o telespectador cansou da ansiedade do "será que vão ficar juntos?" e passou a desejar o que todos nós buscamos em nossas próprias vidas: estabilidade emocional.

Em suma, Pedro e Adriana nos relembram uma das lições mais bonitas da psicologia do amor: as histórias mais marcantes não começam quando alguém vê apenas o nosso melhor lado. Elas começam quando alguém enxerga as nossas feridas, a nossa dor e, mesmo conhecendo a nossa vulnerabilidade, encontra motivos de sobra para admirar quem somos.

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Um post compartilhado por Ellen Wandame • Psicóloga • ACT & Terapia do Esquema (@psiellenwandame)

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