Pesquisa revela hábitos que mais incomodam passageiros durante voos
Levantamento mostra como até mesmo pequenas atitudes podem afetar a experiência de quem está ao lado durante a viagem
Uma pesquisa da The Points Guy com a YouGov revelou os hábitos que mais irritam passageiros em voos. O uso de eletrônicos sem fone e chamadas lideram as queixas, com 40% pedindo o veto a ligações a bordo. Reclinar o assento é aceito por 51%, enquanto só 11% acham que o assento do meio tem direito aos dois apoios de braço. Roupas confortáveis são aprovadas pela maioria, mas pijamas são rejeitados por 99%, reforçando que a etiqueta de viagem foca no respeito ao espaço compartilhado.
Viajar de avião exige dividir um espaço limitado com desconhecidos. Nesse cenário, alguns hábitos passam despercebidos por quem os pratica, mas incomodam bastante quem está por perto. Ligações, chamadas de vídeo e conteúdos reproduzidos sem fones aparecem entre os comportamentos que mais irritam os passageiros.
O site especializado The Points Guy (TPG) realizou a pesquisa em parceria com a YouGov. O levantamento ouviu 2.500 adultos nos Estados Unidos sobre atitudes e regras de convivência durante viagens aéreas.
Hábitos mais incômodos no avião
O uso de dispositivos eletrônicos com som alto aparece entre as principais reclamações. 27% dos entrevistados apontaram chamadas telefônicas ou de vídeo como o comportamento mais irritante de outros passageiros.
Além disso, 40% defendem que as companhias aéreas proíbam ligações durante os voos. Para Becky Blaine, editora-chefe do TPG, o problema não começa necessariamente dentro da aeronave.
"Isso também acontece nas áreas de pré-embarque, onde as pessoas ficam sentadas em seus celulares assistindo a vídeos no volume máximo", afirmou à em entrevista 'CBS News'.
Reclinar o banco ainda divide opiniões
Apesar das discussões frequentes entre passageiros, 51% dos entrevistados disseram considerar aceitável reclinar o assento durante o voo. Apenas 10% classificaram o hábito como inaceitável. Outro costume, porém, recebeu menos apoio. Apenas 11% dos participantes defenderam que o passageiro do assento do meio fique com os dois apoios de braço.
Muitas pessoas apresentam essa regra como uma compensação para quem ocupa o lugar central, já que esse passageiro não tem acesso direto ao corredor nem à janela. Ainda assim, a maioria dos entrevistados não considera que os dois apoios pertençam automaticamente a ele.
E a roupa para viajar?
Quando o assunto é vestimenta, os passageiros parecem mais flexíveis. Mais de sete em cada dez entrevistados disseram que qualquer roupa confortável serve para a viagem, incluindo peças esportivas e roupas normalmente usadas em casa. O pijama, contudo, parece ultrapassar esse limite para a maioria. Apenas 1% considerou aceitável embarcar usando a peça.
No fim, os resultados mostram que a etiqueta durante uma viagem aérea depende menos de formalidades e mais da consideração pelo espaço compartilhado. Evitar barulho excessivo e respeitar quem está ao redor pode tornar o voo mais confortável para todos.
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