Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Não consegue ver filmes sem olhar o celular? Neurologista ensina a focar

Estímulos frequentes podem acostumar a atenção a constantes interrupções, mas pequenas mudanças ajudam a quebrar esse padrão

10 set 2026 - 15h43
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
A constante alternância entre celulares e outras tarefas prejudica a concentração, pois o cérebro humano não foi feito para processar múltiplos estímulos simultaneamente. Segundo a neurologista Cláudia Ortiz, o excesso de redes sociais e vídeos curtos acostumou a mente a interrupções frequentes, mas a capacidade de focar não se perdeu. Para recuperá-la, recomenda-se silenciar notificações, evitar telas paralelas e treinar períodos graduais de atenção exclusiva em uma única atividade.

Você coloca um filme para assistir, mas, poucos minutos depois, já está com o celular nas mãos. Ou abre um livro e sente vontade de conferir mensagens antes mesmo de terminar algumas páginas. Se essas situações se tornaram frequentes, a quantidade de estímulos recebidos ao longo do dia pode ajudar a explicar a dificuldade de manter o foco.

Estímulos frequentes do celular podem acostumar a atenção a constantes interrupções, mas pequenas mudanças ajudam a quebrar esse padrão
Estímulos frequentes do celular podem acostumar a atenção a constantes interrupções, mas pequenas mudanças ajudam a quebrar esse padrão
Foto: Pressmaster/Getty Images / Bons Fluidos

Segundo Cláudia Ortiz, médica da área de neurologia do AmorSaúde, alternar repetidamente entre notificações, vídeos, redes sociais e outras atividades faz com que a atenção mude de direção várias vezes. "Nosso cérebro não foi feito para processar vários estímulos importantes ao mesmo tempo. Quando passamos o dia alternando entre notificações, mensagens, vídeos, redes sociais e outras tarefas, estamos constantemente direcionando a atenção de um estímulo para outro", explica.

Uso do celular e dificuldade para focar

Vídeos curtos e redes sociais, uma sucessão rápida de novidades, favorecem exatamente essa alternância de foco, uma sucessão rápida de novidades. Já um filme, uma conversa ou um livro exigem outra dinâmica: é preciso sustentar a atenção por um período maior. Com uma rotina marcada por interrupções frequentes, permanecer na mesma atividade pode exigir mais esforço. Entretanto, isso não quer dizer que a capacidade de concentração desapareceu.

"Isso não significa que o cérebro tenha 'perdido a capacidade' de se concentrar. Muitas vezes, ele simplesmente está habituado a um padrão de estímulo muito intenso e frequente", esclarece Ortiz.

O que muitas vezes chamamos de multitarefa também entra nessa questão. Responder mensagens enquanto assiste à televisão ou interromper uma leitura para conferir uma notificação não significa, necessariamente, realizar tudo simultaneamente. Segundo a neurologista, "na maioria dessas situações, não estamos realmente fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Estamos alternando rapidamente a atenção entre diferentes tarefas".

5 estratégias para recuperar o foco no dia a dia

A saída não precisa ser abandonar a tecnologia ou tentar passar horas longe do aparelho de uma hora para outra. Para Cláudia, a adaptação pode acontecer aos poucos. "Uma pessoa que está acostumada a verificar o celular a cada poucos minutos provavelmente terá dificuldade em passar horas sem utilizá-lo. Podemos começar com períodos curtos de atenção exclusiva e aumentar progressivamente esse tempo", orienta.

Nesse processo, algumas atitudes podem ajudar:

  • Silencie notificações desnecessárias: escolha quais alertas realmente precisam interromper o que você está fazendo. Assim, diminui a quantidade de estímulos inesperados ao longo do dia.
  • Crie momentos específicos para conferir mensagens: em vez de verificar o aparelho a cada poucos minutos, concentre essa tarefa em determinados períodos.
  • Faça uma atividade por vez: ao assistir a um filme, fazer uma refeição ou conversar com alguém, procure deixar a segunda tela de lado.
  • Comece com períodos curtos de atenção exclusiva: escolha uma atividade e permaneça nela por alguns minutos sem conferir o aparelho. Em seguida, aumente esse intervalo gradualmente.
  • Reserve momentos sem estímulos digitais: caminhadas, refeições ou alguns minutos de leitura podem se tornar oportunidades para permanecer longe de notificações e conteúdos rápidos.
Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra