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Miguel Falabella reflete sobre como nossas memórias podem mudar com o tempo

Ator e diretor falou sobre os estudos de Elizabeth Loftus e mostrou como o cérebro reconstrói lembranças

22 ago 2026 - 11h28
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Resumo
Com base nos estudos da psicóloga Elizabeth Loftus, Miguel Falabella refletiu que a memória não reproduz os fatos com exatidão, mas os recria ao longo do tempo. Segundo o ator, o cérebro reconstrói acontecimentos passados, podendo alterar detalhes e até gerar falsas memórias. Para Falabella, ninguém é totalmente fiel ao que viveu, pois atuamos como verdadeiros autores do nosso passado, moldando as lembranças conforme nossas próprias interpretações e pontos de vista.

Todos nós costumamos imaginar que nossas lembranças funcionam como uma espécie de gravação dos acontecimentos. No entanto, em um vídeo, Miguel Falabella refletiu sobre como a memória pode funcionar de maneira diferente. Para falar sobre o assunto, ele citou os estudos da psicóloga e pesquisadora Elizabeth Loftus. Segundo Falabella, o trabalho de Loftus mostrou que a memória não apenas recupera acontecimentos, mas também pode reconstruí-los. Dessa forma, uma lembrança pode ganhar novos detalhes cada vez que a pessoa volta a pensar nela.

Miguel Falabella reflete sobre como nossas memórias podem mudar com o tempo
Miguel Falabella reflete sobre como nossas memórias podem mudar com o tempo
Foto: Reprodução Instagram/@miguelfalabellareal/Canva / Bons Fluidos

A memória pode mudar com o tempo

"A memória não reproduz, a memória recria", afirmou Falabella ao comentar o tema. De acordo com a reflexão apresentada por ele, cada vez que lembramos de uma situação, podemos reconstruir mentalmente aquele acontecimento. Nesse processo, detalhes como cores, falas e até mesmo quem disse determinada coisa podem mudar. Por isso, uma lembrança pode parecer muito clara para alguém e, ainda assim, apresentar diferenças em relação ao que realmente aconteceu.

As falsas memórias

Falabella também mencionou os experimentos realizados por Elizabeth Loftus. Segundo ele, a pesquisadora conseguiu fazer com que algumas pessoas desenvolvessem lembranças muito nítidas de acontecimentos que nunca haviam ocorrido. Mesmo sem terem vivido aquelas situações, essas pessoas acreditavam que as experiências realmente faziam parte de suas histórias. Assim, os estudos citados por Falabella ajudam a ilustrar como a memória pode incorporar informações e reconstruir experiências.

A relação com o próprio passado

A partir dessa discussão, Falabella fez uma reflexão sobre a maneira como cada pessoa se relaciona com suas próprias lembranças. Para ele, ninguém consegue ser completamente fiel àquilo que viveu.

"Na verdade, nenhum de nós é fiel ao próprio passado. Nós somos autores dele", afirmou. Com isso, o ator compara a memória ao trabalho de um autor, que escolhe como contar uma história e qual ponto de vista apresentar.

Cada pessoa conta sua própria história

Ao fazer essa comparação, Falabella destacou que toda narrativa parte de uma perspectiva. Afinal, quando contamos uma experiência do passado, selecionamos aquilo que lembramos e a maneira como queremos apresentar os acontecimentos. Dessa forma, a reflexão proposta no vídeo mostra que nossas lembranças não funcionam necessariamente como registros exatos. Elas também carregam interpretações e podem mudar conforme revisitamos nossas experiências.

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