Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Maio perdeu o posto? Setembro é o novo mês queridinho dos casamentos

Dados do iCasei mostram que a primavera ganhou a preferência dos noivos, impulsionada pelo clima, pelas flores e pelo planejamento financeiro

1 set 2026 - 14h11
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Dados da plataforma iCasei revelam que maio perdeu o posto de "mês das noivas" para a primavera, com setembro despontando como o favorito e projetando alta de 73% nos casamentos até 2026. A mudança é impulsionada pelo clima ameno, estética floral e fatores financeiros: casais aproveitam o segundo semestre para diluir custos após as despesas do início do ano e organizar os noivados firmados no réveillon. O movimento confirma a liderança definitiva do fim de ano no mercado matrimonial brasileiro.

Durante décadas, maio carregou a fama de ser o "mês das noivas". Mas, pelo menos entre os casais brasileiros que utilizam o iCasei, essa tradição parece ter perdido espaço. Os dados mais recentes da plataforma mostram que o segundo semestre se tornou o período mais movimentado para os casamentos - e setembro desponta como um dos grandes favoritos.

Maio não é mais o mês favorito para casar; entenda por que setembro e a primavera ganharam espaço entre os noivos brasileiros
Maio não é mais o mês favorito para casar; entenda por que setembro e a primavera ganharam espaço entre os noivos brasileiros
Foto: Reprodução: Ekaterina Nt/Pexels / Bons Fluidos

A mudança não envolve apenas preferência pessoal. Clima, paisagens mais floridas, planejamento financeiro e até a época em que muitos pedidos de casamento acontecem ajudam a explicar por que a primavera ganhou força no calendário dos noivos.

Segundo dados do iCasei, o número de casamentos registrados na plataforma em setembro passou de 7.208, em 2021, para 12.478 em 2026. No intervalo, o crescimento acumulado chegou a 73,11%.

Por que setembro virou o novo queridinho dos casamentos?

Um dos motivos pode estar no bolso. Organizar uma festa de casamento exige planejamento e, para muitas famílias, os primeiros meses do ano já chegam acompanhados de uma série de despesas.

IPVA, IPTU, material escolar e outros gastos sazonais podem tornar o começo do ano financeiramente mais apertado. Ao marcar a cerimônia para setembro ou outubro, por outro lado, os noivos ganham alguns meses extras para organizar as contas e acumular recursos.

Para Diego Magnani, CPO e sócio do iCasei, esse comportamento ajuda a entender a concentração das festas no segundo semestre. "O primeiro semestre carrega o peso de despesas sazonais como IPVA, IPTU e custos escolares. O planejamento voltado para setembro e outubro garante aos casais um ciclo mais longo de acúmulo de capital ao longo do ano para a liquidação dos contratos", explica.

A preferência também movimenta toda a indústria que existe por trás de uma cerimônia. Quando muitos casais escolhem períodos semelhantes para subir ao altar, fornecedores precisam se preparar para uma procura maior, o que pode envolver alterações em tabelas de preços, contratos e até reforço temporário das equipes.

Primavera também oferece cenário favorável

Dinheiro, porém, não explica tudo. A primavera reúne características que ajudam a transformá-la em uma época desejada para celebrar.

As temperaturas geralmente mais agradáveis favorecem cerimônias e recepções, principalmente aquelas realizadas em espaços externos. A disponibilidade de flores da estação também contribui para a decoração e para a estética que muitos casais imaginam para o grande dia.

Nos seis anos analisados pelo iCasei, os meses da primavera aparecem com destaque entre os períodos com maior número de celebrações. Para 2026, a projeção coloca setembro em primeiro lugar, seguido por outubro e novembro.

Existe ainda uma questão de timing. De acordo com Magnani, muitos casais ficam noivos durante as comemorações de fim de ano e começam a organizar o casamento nos meses seguintes. "As páginas na plataforma são criadas majoritariamente no primeiro semestre para cerimônias no segundo, refletindo os pedidos de casamento que ocorrem com frequência nas festas de fim de ano."

Ou seja: depois do pedido entre dezembro e o início do ano, os meses seguintes são utilizados para organizar fornecedores, convidados e detalhes da cerimônia, fazendo com que o casamento aconteça com mais frequência na segunda metade do calendário.

E maio? O tradicional "mês das noivas" perdeu espaço

Os números também colocam em xeque uma tradição antiga. Apesar da fama, maio não apareceu nenhuma vez entre os três meses com mais casamentos no levantamento do iCasei entre 2021 e 2026.

Em alguns anos, a diferença foi especialmente significativa. Em 2021 e 2023, por exemplo, setembro teve mais que o dobro de celebrações registradas na plataforma em comparação a maio. 

O ranking ajuda a visualizar a mudança. Em 2021, novembro liderou, seguido por outubro e setembro. Já em 2022 e 2023, setembro assumiu a primeira posição. Em 2024 e 2025, novembro ficou na liderança, enquanto a projeção para 2026 devolve o topo a setembro, acompanhado por outubro e novembro. Assim, independentemente das pequenas mudanças de posição, uma tendência permanece bastante clara: os últimos meses do ano concentram as escolhas dos casais.

Casamentos cresceram após a pandemia

Os dados dos últimos anos também refletem as transformações provocadas pela pandemia. Entre 2021 e 2023, houve uma expansão expressiva na quantidade de cerimônias registradas na plataforma, período marcado pela retomada de festas que haviam sido adiadas ou canceladas. "Tivemos um 'boom' de reabertura do mercado entre 2021 e 2023, com altas expressivas de +23% e +25%, que ilustram a forte liberação de demanda represada da pandemia", destaca Magnani. 

Em 2024, o movimento desacelerou e houve uma queda pontual de 8,16%, interpretada como uma acomodação após os anos de remarcações e retomada acelerada. No entanto, a partir de 2025, os números voltaram a avançar. "A partir de 2025, observamos uma retomada sustentável em duplo dígito, com crescimento consistente na faixa dos 10% a 11%, sinalizando a maturidade do setor e a liderança definitiva da primavera", completa.

Mais do que mostrar que maio perdeu o posto simbólico de "mês das noivas", os números revelam como os hábitos em torno do casamento também acompanham mudanças econômicas e comportamentais. Hoje, o momento ideal para dizer "sim" parece depender menos de uma tradição do calendário e mais de uma combinação entre orçamento, planejamento e o cenário que os noivos desejam para a celebração.

*Fonte: Ana Claudia Camara

Bons Fluidos
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra