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É lipedema ou retenção de líquido? Tire essa e outras dúvidas!

A dermatologista Fabiola Bordin responde a diversas dúvidas que podem mudar o tratamento

24 mar 2026 - 14h45
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Dor nas pernas, sensação de peso, inchaço persistente e hematomas sem causa aparente podem ir além de uma simples retenção de líquido. O lipedema, doença crônica do tecido gorduroso que afeta principalmente mulheres, ainda é frequentemente confundido com celulite, obesidade ou edema comum, por isso, responder às dúvidas pode mudar completamente o rumo do tratamento. 

É lipedema ou retenção de líquido? Tire essa e outras dúvidas!
É lipedema ou retenção de líquido? Tire essa e outras dúvidas!
Foto: Revista Malu

dermatologista Fabiola Bordin, atuante no Rio de Janeiro, alerta que a decisão do tratamento precisa de um especialista, de forma individualizada e considerar fatores como intensidade da dor, grau de inflamação e possíveis alterações associadas, como insuficiência venosa. 

A especialista esclarece os principais questionamentos sobre diagnóstico, terapias eficazes e quando a cirurgia pode funcionar.

1 - Como diferenciar o lipedema de retenção de líquido?

Fabiola Bordin: Avaliar cada caso pessoalmente é super importante. O lipedema dificilmente acomete os pés, por exemplo, e a retenção de líquidos sim (pés ficam bem inchados ao longo do dia). Mas as duas patologias podem existir ao mesmo tempo, então se a pessoa tiver pés inchados, não quer dizer que não tenha lipedema.

É importante entender que lipedema é uma doença do tecido gorduroso e é diferente de celulite ou apenas ter pernas grossas. O lipedema é uma alteração do tecido gorduroso que não causa apenas desconforto estético. Pode ser uma inflamação, pode gerar dor, sensação de peso nas pernas, equimoses (roxos na pele) sem ter batido no local. 

Esta inflamação gera aumento do tecido gorduroso, em pernas, coxas e até braços, mas preserva os pés (diferente do linfedema que tende a acometer os pés). 

2 - Usar creme e massagem modeladora traz algum benefício?

Usar cremes com certeza não melhora o lipedema. A massagem modeladora com certeza não ajuda, pois nenhuma massagem consegue agir ou destruir a gordura.

3 - Como escolher o tratamento para lipedema?

Fabiola Bordin: Avaliando caso por caso. Paciente tem muita inflamação? Muito depósito de gordura? Se incomoda mais com a dor ou com a parte estética? Tem insuficiência venosa associada? Edema? Tem flacidez de pele ou apenas excesso de gordura?

Na verdade, dieta, treino e controle de peso entram para todas, com ajustes individuais. Os tratamentos de consultório escolhemos para cada paciente.Quando o que incomoda é mais a gordura localizada e a inflamação e menos flacidez, por exemplo, prefiro o aparelho de microondas, o Onda. Caso esta paciente se incomode com gordura e flacidez, podemos fazer o aparelho de microondas intercalado com radiofrequência ou bioestimulador, por exemplo.

4 - Como é possível tratar em consultório sem cirurgia?

Fabiola Bordin: Fazer o diagnóstico diferencial com sobrepeso/obesidade, doenças linfáticas e vasculares é muito importante. Sendo assim, controlar esta inflamação do tecido gorduroso é o ideal e isso normalmente envolve: procedimentos de consultório, dieta, atividade física e uso de medicamentos.

Nestes casos, precisamos de aparelhos potentes, que penetrem no tecido gorduroso, mas sem piorar a inflamação. A tecnologia de micro-ondas é uma das mais comentadas, pois é um procedimento não-invasivo, indolor e que pode agir seletivamente no tecido gorduroso. 

O aparelho Onda Coolwaves é um exemplo, atuando tanto na gordura e podendo melhorar a flacidez da pele. Melhora a inflamação e pode diminuir a gordura localizada no local. Uma boa radiofrequência que consiga penetrar mais profundamente também pode ajudar bastante. Drenagem linfática ajuda nas pacientes que possuem inchaço no local.

5 - O que pode ser feito em casos mais graves?

Fabiola Bordin: Em casos mais avançados, a cirurgia pode ser o tratamento de escolha, para diminuir o volume do tecido gorduroso no local. Cuidar do peso também é importante, pois o sobrepeso não necessariamente causa lipedema, mas piora o quadro das pacientes que já possuem a doença.

E mesmo depois da cirurgia, a manutenção do tratamento com os cuidados de dieta, atividade física e procedimentos de consultório são importantes, afinal estamos falando de algo crônico, que ainda não tem cura.

A indicação de cirurgia é por não responder ao tratamento com procedimento de consultório, dieta e atividade física.

6 - Restrição de movimentos pode exigir cirurgia?

Fabiola Bordin: Mesmo nos casos mais graves, cuidados de dieta, medicamentos orais, atividade física e procedimentos de consultório podem ajudar. Dificilmente um paciente é encaminhado diretamente para a cirurgia hoje em dia. Muito difícil.

A cirurgia costuma ser considerada nos casos mais graves mesmo (em que muitas vezes essas mulheres possuem restrição de movimentos dos joelhos e pernas por causa do acúmulo de gordura) ou naqueles em que as pacientes não observam melhora depois de meses de tratamento.

7 - Existe um perfil de paciente com lipedema que precisa de cirurgia? 

Fabiola Bordin: Não existe um perfil de paciente que precise mais de cirurgia, controlar o peso é importante, mas peso não é causa. Aumento de peso piora o lipedema. Então pacientes que não conseguem emagrecer, por exemplo, podem ter mais dificuldade de controle do quadro.

8 - Quais exames dermatológicos (avaliação da pele, fotografias, ultrassom cutâneo) você costuma usar para confirmar lipedema?

Fabiola Bordin: O diagnóstico do lipedema é clínico. Ou seja, chegamos a ele através da história e do exame físico do paciente. Não são necessários exames.Nós sempre fazemos fotos, mas o mais importante do que a estética é a persistência dos sintomas de dor e queimação, por exemplo.É importante entender que o lipedema causa dor e desconforto. Não é algo puramente estético. Apenas em caso de suspeita de alterações vasculares ou linfedema (outra doença) o exame de ultrassom com doppler é importante.

Revista Malu Revista Malu
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