Diabetes: SUS disponibilizará insulina glargina para idosos, crianças e adolescentes
A nova diretriz amplia a distribuição do análogo de insulina de longa duração na rede pública, beneficiando faixas etárias prioritárias
O SUS começou a disponibilizar a insulina glargina, de efeito prolongado, gratuitamente para crianças, adolescentes entre 2 a 18 anos com diabetes tipo 1 e idosos acima de 70 anos com diabetes tipo 1 ou 2. A mudança promete maior estabilidade glicêmica e menos hipoglicemia, com transição personalizada sob orientação médica. 🩺
SUS aprova insulina glargina gratuita para crianças, adolescentes e idosos com diabetes
O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início à troca progressiva da insulina NPH pela insulina glargina. A medida alcança crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com diabetes tipo 1. Além de idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Por ter efeito prolongado, a glargina costuma necessitar de somente uma dose ao dia. Isso contribui para um controle glicêmico mais equilibrado e menor chance de episódios de hipoglicemia. A migração de cada paciente acontecerá de maneira individualizada, de acordo com a decisão da equipe médica.
Importância da insulina no SUS
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o sistema imunológico destrói as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. Por isso, as pessoas com a condição precisam fazer reposição de insulina desde o diagnóstico. A doença costuma se manifestar na infância ou na adolescência e não é causada por hábitos alimentares, sedentarismo ou excesso de peso.
"A ampliação do acesso à insulina glargina representa um avanço importante no cuidado de crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 que dependem do SUS. Como esses pacientes precisam de insulina desde o diagnóstico, o acesso a um análogo de ação prolongada pode contribuir para maior estabilidade da glicemia e mais segurança no tratamento. Sempre com acompanhamento e ajuste individualizados", afirma a endocrinologista Lorena Lima Amato.
Números no Brasil
O Brasil tem quase 17 milhões de pessoas com diabetes e ocupa a sexta posição no mundo em número de casos. Os dados são do Atlas do Diabetes de 2025, da International Diabetes Federation (IDF). Mais de 90% dos diagnósticos correspondem ao diabetes tipo 2.
Diferentemente do diabetes tipo 1, o diabetes tipo 2 está relacionado à resistência à insulina e à produção insuficiente do hormônio ao longo da evolução da doença. Sobrepeso, sedentarismo, alimentação inadequada, idade avançada e predisposição genética são fatores de risco conhecidos. Apesar de ser mais comum em adultos, especialistas observam um aumento no diagnóstico entre pessoas mais jovens.
"Tanto no diabetes tipo 1 como no tipo 2, o diagnóstico, o tratamento e o acompanhamento regular são fundamentais para reduzir o risco de complicações", explica Lorena.
A distribuição nacional da insulina glargina deve ser concluída até o fim de julho. A recomendação é que os pacientes não alterem o tratamento por conta própria e procurem a equipe de saúde responsável para avaliação clínica, prescrição e orientação sobre a transição.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.