Conheça a caminhada nórdica, exercício que alivia dores e queima mais calorias
Essa variação da atividade física, muito famosa na Europa, ativa quase 90% dos músculos, além de reduzir a fadiga e melhorar a capacidade funcional
Se o seu tipo favorito de exercício é a caminhada, a variação nórdica pode aumentar ainda mais o apreço pelas atividades físicas. Famosa na Europa, ela se diferencia por incluir o uso de bastões, que auxiliam na estabilidade, possibilitam maior gasto calórico, ativam mais grupos musculares e reduzem dores associadas a doenças crônicas.
"Essa atividade ajuda as pessoas a manterem a melhor saúde possível ao longo da vida", afirmou Ivan Semirechenskiy, vice-presidente da Associação de Caminhada Nórdica da América do Norte, em entrevista à 'CNN'.
Benefícios da caminhada nórdica
De acordo com estudos recentes, as bengalas adaptadas com luvas contribuem para diminuir o cansaço. Além disso, garantem alívio de incômodos, principalmente para pessoas com condições crônicas, como a fibromialgia. Outro efeito positivo do exercício, segundo uma pesquisa de 2022, é a melhora da capacidade funcional a longo prazo. Dessa forma, ele facilita a realização de esforços físicos, como subir escadas.
Ademais, conforme aponta o Instituto Cooper, a caminhada nórdica queima pelo menos 20% mais calorias do que a versão tradicional. Isso ocorre porque o uso do bastão ativa de 80% a 90% dos músculos do corpo, o que também favorece o ganho de força. Por isso, especialistas recomendam a prática não somente para idosos, como para indivíduos de todas as idades.
Entre os longevos, contudo, ela é potencialmente benéfica, pois proporciona maior interação social por meio da participação em grupos de atividade física. Já para aqueles com algum tipo de deficiência, o uso dos bastões da caminhada nórdica permite se exercitar com segurança. O mesmo vale para pessoas no pós-cirúrgico, período em que o movimento é essencial para a reabilitação.
Segundo Semirechenskiy, esses impactos e outros significativos, como a melhora da estabilidade, só são alcançados quando a técnica é executada corretamente. Ou seja, diferente da caminhada comum, é necessário empurrar a bengala para trás, soltá-lo, trazê-lo de volta para cima e firmá-lo novamente nas mãos. O profissional recomenda, portanto, buscar aulas e orientação médica antes de acrescentar a prática à rotina.
*Leia também: Você sabia que caminhar rápido diariamente pode aumentar sua longevidade?
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