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Carolina Dieckmmann relembra últimos dias de Preta Gil: 'Dentro de mim, eu acreditava'

Atriz relembrou os últimos dias ao lado de Preta Gil e refletiu, por meio de sua experiência, sobre a dificuldade de aceitar a perda de alguém que amamos

3 ago 2026 - 21h10
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Perder alguém querido raramente é um processo que acontece de forma imediata. Mesmo quando há um diagnóstico grave ou um quadro delicado, a esperança costuma permanecer até o último instante. Esse sentimento foi retratado por Carolina Dieckmmann ao recordar os últimos dias ao lado de Preta Gil, que morreu em 20 de julho de 2025, em Nova York, onde realizava um tratamento experimental contra o câncer.

Carolina Dieckmmann emociona ao recordar os últimos momentos de Preta Gil; atriz reflete como a esperança faz parte do processo de luto
Carolina Dieckmmann emociona ao recordar os últimos momentos de Preta Gil; atriz reflete como a esperança faz parte do processo de luto
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Durante participação no programa Saia Justa, do GNT, a atriz emocionou o público ao contar que viajou aos Estados Unidos acreditando que conseguiria trazer a amiga de volta ao Brasil. O relato evidencia um aspecto comum do luto: a dificuldade de aceitar que a despedida está próxima.

A esperança permaneceu até o fim

Carolina contou que, entre os amigos mais próximos de Preta, foi uma das pessoas que mais demorou a compreender a gravidade da situação. Segundo ela, o marido, Tiago Worcman, percebeu antes que o quadro era muito delicado. "Ele falou: 'Eu acho que a Preta não vai chegar no dia do aniversário dela'. Eu disse: 'Como assim? Eu falei com ela no FaceTime, vai dar, a gente vai passar o aniversário com ela'."

Quando conseguiu uma rara pausa nas gravações da novela Vale Tudo, a atriz embarcou para Nova York com a expectativa de acompanhar a recuperação da amiga e levá-la de volta ao Brasil. No entanto, durante o voo, o cenário mudou. Assim que desembarcou, recebeu uma ligação de Flora Gil informando que Preta havia deixado o protocolo de tratamento.

O impacto do encontro

Ao chegar ao local onde a cantora estava hospedada, Carolina encontrou uma realidade muito diferente daquela que imaginava. Ela relatou que Preta estava desacordada dentro do carro, sedada para aliviar o sofrimento causado pela doença. "Ela estava totalmente inconsciente. Acho que colocaram muita medicação para ela não sentir dor."

Mesmo diante da gravidade da situação, Carolina contou que continuava acreditando que ainda haveria uma chance de levá-la ao Brasil. "Eu fui para lá para buscar ela para vir para o Brasil viva. Não é possível. Ela vai chegar, vai". A atriz revelou que chegou a pedir que o avião que faria o transporte fosse antecipado e reorganizou seu próprio retorno para São Paulo, na expectativa de que Preta pudesse ser internada no Hospital Sírio-Libanês.

Quando a esperança fala mais alto que a realidade

Outro momento marcante do relato foi quando Carolina contou que Bento, sobrinho de Preta Gil, tentava prepará-la para o que estava prestes a acontecer. "Ele olhava para mim e falava: 'Carol, ela não vai chegar viva'. E eu respondia: 'Vai'". A atriz explicou que avisava familiares e amigos sobre a gravidade do quadro, mas, internamente, não conseguia abandonar a esperança.

Esse tipo de reação é bastante comum diante da possibilidade da perda. A mente, muitas vezes, precisa de tempo para compreender uma realidade que o coração ainda não consegue aceitar.

Aceitar a morte também faz parte do processo de amar

Especialistas em luto explicam que a negação é uma resposta natural diante de perdas profundas. Ela funciona como uma forma de proteção emocional, permitindo que a pessoa assimile uma realidade extremamente dolorosa de maneira gradual.

Por isso, não é incomum que familiares e amigos mantenham planos, façam promessas ou acreditem em uma melhora até os últimos momentos, mesmo quando o prognóstico já é desfavorável. Essa esperança não significa falta de compreensão da situação, mas sim uma expressão do vínculo afetivo construído ao longo da vida.

Ao compartilhar sua experiência, Carolina Dieckmmann deu voz a um sentimento vivido por muitas pessoas que enfrentam a despedida de alguém importante. Seu relato mostra que aceitar a morte não é um gesto de desistência, mas um processo lento, atravessado pelo amor, pela esperança e pelo desejo profundo de ter mais um pouco de tempo ao lado de quem se ama.

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