Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Ciência identifica fatores genéticos que aumentam o risco de depressão

Estudo com mais de 5 milhões de pessoas revela como a genética pode influenciar no desenvolvimento da doença

18 jun 2025 - 12h23
Compartilhar
Exibir comentários

Uma pesquisa inédita, considerada a maior e mais diversa do mundo sobre depressão, trouxe avanços importantes para entender as origens do transtorno. O estudo, publicado pela revista Cell e liderada por cientistas da Universidade de Edimburgo e do King's College de Londres, analisou dados de saúde de mais de 5 milhões de pessoas de 29 países - incluindo o Brasil

Maior pesquisa do mundo sobre depressão mostra como a genética e o ambiente são fatores de risco importantes da doença
Maior pesquisa do mundo sobre depressão mostra como a genética e o ambiente são fatores de risco importantes da doença
Foto: Reprodução: Canva/D-Keine / Bons Fluidos

Os pesquisadores identificaram 308 genes e 697 variações genéticas associadas ao risco de desenvolver depressão - e quase 300 dessas descobertas são totalmente novas para a ciência.

Estudo diverso e representativo sobre depressão

Diferente de pesquisas anteriores, que se concentravam em populações de países ricos e de origem europeia, este trabalho priorizou a diversidade genética. Cerca de 25% dos participantes tinham ascendência não europeia, com dados de pessoas da África, Ásia, América Latina e Sul da ÁsiaNo Brasil, por exemplo, foram analisados dados de 2.500 jovens de São Paulo e Porto Alegre, acompanhados desde 2009.

O que a genética tem a ver com a depressão?

As pequenas variações genéticas encontradas estão ligadas a neurônios de diferentes regiões do cérebro, especialmente áreas que controlam emoções. No entanto, é importante reforçar: ter essas variações no DNA não significa, necessariamente, que uma pessoa irá desenvolver depressão.

A genética representa cerca de 37% do risco, segundo estudos anteriores. Mas os fatores ambientais - como estresse, traumas, desigualdade e pobreza, por exemplo - continuam sendo as principais causas do transtorno.

Novos caminhos para tratamentos

Com essa descoberta, abre-se espaço para o desenvolvimento de tratamentos mais personalizados e eficazes, levando em conta o perfil genético de cada pessoa. Os cientistas também analisaram mais de 1.600 medicamentos para entender como eles poderiam atuar nos genes associados à depressão. Além dos antidepressivos tradicionais, dois remédios chamaram atenção: a pregabalina (usada como analgésico) e o modafinil (indicado para distúrbios do sono). Ambos mostraram impacto em alguns genes relacionados à depressão. No entanto, essa possível nova aplicação ainda precisa ser confirmada em estudos futuros.

Cuidar do ambiente também é prevenção

Uma das mensagens mais importantes que esse estudo reforça é que prevenir a depressão não significa tomar medicamentos antes dos sintomas, e sim olhar para os fatores externos: melhorar a qualidade de vida, cuidar da saúde mental, investir em rede de apoio, práticas de autocuidado e bem-estar.

A ciência segue avançando, mas, acima de tudo, ela confirma o que já sabemos: cuidar de si, das emoções e do ambiente à nossa volta faz toda a diferença para a saúde mental.

Bons Fluidos
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade