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Chiado no peito não é comum: como identificar e controlar a asma em crianças durante as baixas temperaturas

No Dia Mundial da Asma, celebrado em 5 de maio, médicos alertam que a tosse persistente e o cansaço na infância exigem investigação, especialmente com a chegada do frio e do ar seco

5 mai 2026 - 17h45
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Neste dia 5 de maio, data em que se celebra o Dia Mundial da Asma, a comunidade médica volta seus olhos para uma preocupação crescente: o impacto direto das estações mais frias no controle desta condição respiratória crônica. Sintomas como tosse persistente, chiado no peito e um cansaço atípico durante atividades simples, como o ato de brincar, não devem ser subestimados ou encarados como uma característica normal da infância. Segundo especialistas, esses sinais tendem a se intensificar drasticamente com a queda das temperaturas, uma vez que o frio combinado ao ar seco e ao confinamento em ambientes fechados cria o cenário perfeito para o surgimento de crises agudas. Atualmente, os dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia revelam que a asma afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, englobando tanto crianças quanto adultos, sendo que aproximadamente 5% desse total enfrentam formas graves da doença, exigindo monitoramento rigoroso e ininterrupto.

Alertas no Dia Mundial da Asma
Alertas no Dia Mundial da Asma
Foto: Canva / Bons Fluidos

Dia Mundial da Asma: alertas necessários

A pneumologista pediátrica Patrícia Barreto, do Hospital Vitória, alerta que muitos pais acabam confundindo a asma com simples quadros virais passageiros, o que pode retardar o diagnóstico correto. A médica explica que "os sinais mais comuns de asma em crianças pequenas são chiado no peito, tosse persistente principalmente à noite ou ao acordar, falta de ar e cansaço ao brincar ou mamar. Um ponto-chave é que a asma é recorrente e variável, com períodos de melhora e piora muitas vezes associados a gatilhos".

Assim, um diferencial importante para os responsáveis observarem é a duração e a frequência dos episódios, pois, enquanto resfriados comuns possuem um tempo limitado de duração, na asma, os sintomas apresentam um padrão de retorno frequente. Conforme reforça a especialista, "resfriados têm duração limitada. Na asma, os sintomas voltam várias vezes ou persistem. Quando a tosse é frequente, principalmente à noite, é preciso investigar".

Vias respiratórias

Além dos fatores climáticos, a qualidade do ambiente desempenha um papel crucial no agravamento da doença. A poluição urbana, o mofo e a umidade são agentes que irritam profundamente as vias aéreas e facilitam processos inflamatórios. Patrícia Barreto ressalta que "a poluição irrita as vias aéreas, enquanto o mofo e a umidade favorecem a formação de processos alérgicos. As mudanças climáticas ainda intensificam a circulação de vírus e a concentração de poluentes".

Por isso, na prática, a combinação de poeira, ácaros, pelos de animais e vírus respiratórios acaba funcionando como o estopim para as crises. A relação entre a asma e o quadro alérgico geral do paciente também é um ponto de atenção fundamental.

Christine Tamar, Coordenadora da Pediatria do Complexo Hospitalar de Niterói, destaca que as duas condições estão intimamente ligadas, afirmando que "muitas crianças têm asma alérgica, desencadeada por uma resposta exagerada do organismo a substâncias comuns do ambiente".

A jornada do paciente asmático muitas vezes está inserida no que a medicina chama de marcha atópica. Segundo a doutora Christine, "rinite alérgica, dermatite atópica e alergias alimentares podem fazer parte da chamada marcha atópica, que aumenta o risco de desenvolver asma ao longo da infância".

Controle da asma

Por essa razão, a gestão da doença não pode ser episódica, mas sim contínua, baseada em medidas de controle ambiental e no uso rigoroso das medicações prescritas. A falta de um tratamento adequado pode trazer consequências severas, pois, como alerta a médica, "a asma fora de controle pode levar a crises mais graves, idas à emergência, internações e prejuízo na qualidade de vida. Em casos extremos, há risco de vida". Embora a asma ainda não possua uma cura definitiva, a mensagem final dos especialistas é de otimismo e controle, reiterando que "a asma pode ser muito bem controlada, permitindo que a criança leve uma vida normal. Em alguns casos, os sintomas diminuem com o crescimento, mas isso varia de acordo com cada paciente".

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