Conheça a empresa que está mudando o jeito de pensar a moradia no Brasil
Conversamos com o CEO da Housi para entender como o ecossistema que eles oferecem funciona
Sem perda de tempo e mais qualidade de vida
Imagina ter limpeza por aplicativo, manutenção, sistemas de segurança, adega, carro compartilhado para os dias de rodízio, mercadinho e outros serviços em um único prédio. Atendendo ao público que procura locação, estudantes e até famílias, a Housi equipa prédios e moradias para torná-las mais inteligentes e eficientes.
E quem disse que os pais pets não recebem a mesma atenção? Entendendo que os locais petfriendly estão cada vez mais populares e que existe uma presença grande de pets nas moradias, a empresa também apresenta soluções de banho, tosa, equipamento, passeador e creche para incluí-los em uma vida mais prática.
Mas o que aquele imóvel vai oferecer depende muito de suas características. Uma propriedade perto de uma faculdade, por exemplo, possui um público estudantil que visa realizar contratos por período letivo. As áreas mais turísticas, por outro lado, são utilizadas mais como hotel, onde os visitantes passam poucos dias. E, ainda, existem os empreendimentos pensados para famílias, com apartamentos maiores e com contratos mais extensos.
Segundo Alexandre, faz um tempo que a Housi não possui um público específico e que o imóvel, a localização e cidade que dita o tipo de residente.
"A gente entende que a moradia flexível ela está para atender todas as necessidades dos públicos, inclusive as soluções são completamente customizáveis, o que tem no aplicativo de uma pessoa é diferente do aplicativo que tem no outro - o prédio é a mesma coisa, cada um tem uma curadoria de acordo com a sua necessidade.
Um edifício de turismo vai ter uma série de itens que são super focados no público de turismo. Um outro designado para famílias oferece elementos para esse público - como produtos mais acessíveis. Então é uma Housi para cada imóvel, cada demanda e cada morador. A gente quer equipar e permitir que ele se torne muito mais funcional e inclusivo", conta o CEO.
Transformando como vemos as moradias
Foi na pandemia que passamos a entender um pouco melhor o quão valioso o nosso tempo é. Ter organizado um momento para trabalhar, cuidar do seu espaço e de si mesmo é de extrema importância, mas nem sempre sabemos gerenciar a rotina para fazer tudo isso. Uma ferramenta que gera mais tempo e ganho em todos os aspectos de qualidade de vida é exatamente o que muitos procuram hoje, principalmente dentro de casa.
Com o surgimento de novas funcionalidades dentro do lar, especialmente com o home office, a ideia de ser um espaço apenas para descansar e realizar as atividades básicas ficou para trás.
Com isso em mente, a startup criou uma nova forma de pensar a moradia, transformando como as empresas vão vender e prestar serviços - para que comercializar uma furadeira para uma pessoa física se é possível disponibilizar uma para o prédio inteiro? - e até como os arquitetos vão elaborar as estruturas dos prédios - a quantidade de utilidades pede um novo planejamento de fluxos e acesso.
Essa mudança proposta não envolve só o morador, mas também os incorporadores, corretores de imóveis, arquitetos, fabricantes e prestadores de serviço, que começam a produzir um novo ecossistema dentro desses locais.
"Esta é uma tendência irreversível e, na minha visão, a gente vai evoluir ainda mais na moradia, passando a ter uma função, força e atuação muito mais ampla e conseguindo causar um impacto positivo na sociedade", complementa o Alexandre.
O senso de comunidade implementado pela startup acaba criando um bairro dentro de um mesmo espaço fechado, principalmente pela Housi não ser exclusiva para moradores.
"Quem mora no entorno pode usar o café e os equipamentos, então acaba virando um polo de transformação de toda a região. Ele serve a sociedade e eu sou muito fã desse conceito, de ao invés de pensar no individual, a gente pensar mais no coletivo.
Você imagina que cada prédio novo pode impactar um bairro inteiro - trazendo serviços, emprego, segurança, solução - e isso para gente é muito bacana ver acontecer e estamos bem empolgados com essas transformações positivas", finaliza.
Abrindo portas para um novo tipo de consumo
Em um cenário onde as pessoas se acostumaram a comprar online, como as marcas podem apresentar seu produto e onde podem entrar em contato com o cliente - que desistiu de ir até o varejo e shoppings?
Atraente por proporcionar experiências, imersões e um canal de distribuição, em um momento em que as mídias tradicionais não trazem resultados tão interessantes, o relacionamento da Housi com diversos tipos de marcas nasceu de forma natural, quase junto com o surgimento da própria startup.
Sendo assim, uma marca consegue fazer com que o seu consumidor tenha um contato em tempo integral com os seus produtos. Budweiser, Samsung, Perrengue Chique, Pizza Hut, Guaraná são alguns dos nomes que já organizaram experiências super imersivas nos espaços Housi. Além disso, marcas como Magalu, Petz, Ifood, Samsung, Renault, Ambev, Localiza e Unilever também fazem parte da plataforma oferecendo seus serviços.
Uma de nossas redatoras teve a oportunidade de conhecer a ação da Pizza Hut na Housi Bela Cintra, confira tudo aqui.
"Desde de experimentar uma roupa até testar um equipamento gamer novo durante a sua estadia são formas novas de pensar experiências e consumo que com certeza é um caminho enorme para ser explorado", esclarece o CEO.
Urso Rosa: a história por trás do mascote
Além de estabelecer muitas características da Housi, a pandemia também deu origem ao mascote das unidades. O Urso grande era usado em espaços coletivos dentro dos prédios como uma forma de implementar o distanciamento social. O sucesso do bichinho foi tão grande que muitas pessoas passaram a tirar fotos com ele, que agora é o grande mascote da startup.
A repercussão
Em três anos de Housi e um longa pandemia, a empresa teve um crescimento muito grande. Hoje está presente em 120 cidades, com mais de 300 incorporadores e quase 70 milhões de moradias pelo Brasil. O desejo de Alexandre, porém, é internacionalizar o negócio e exportar esta tecnologia genuinamente nacional para o mundo.
"Acabar aqui com este tamanho, com essa presença geográfica e com tantas empresas grandes juntas, nem no meu sonho mais delirante iria imaginar", conclui Frankel.
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