Carlo Acutis: padre explica a relevância do 'Santo da Internet' para a Igreja
"Sua vida prova que a santidade é possível, mesmo em um tempo marcado por distrações e pressa", afirma o religioso
Com a iminente canonização de Carlo Acutis, o 'Santo da Internet', a Igreja oferece ao mundo uma resposta concreta à urgência de formar santos desde cedo. O jovem não viveu um cristianismo distante, reservado para ocasiões especiais: fez de cada dia uma oportunidade de estar com Deus. Amava a Eucaristia, rezava com simplicidade e usava a internet para evangelizar. Sua vida prova que a santidade é possível, mesmo em um tempo marcado por distrações e pressa.
Na geração digital, onde as telas ocupam cada vez mais espaço, Carlo surge como sinal de contracultura. Isso porque foi um adolescente que sabia usar a tecnologia sem perder o essencial. Seu testemunho se aproxima ainda mais de nós brasileiros, já que em Campo Grande (MS) aconteceu o milagre reconhecido pelo Vaticano: a cura inexplicável de um menino portador de uma grave malformação no pâncreas. Assim, após o contato da família com uma relíquia do santo e a intercessão confiada ao jovem beato, o órgão foi completamente restaurado, surpreendendo médicos e especialistas.
O papel de Carlo Acutis
Esse sinal, fruto de uma vida profundamente enraizada em Deus, abriu o caminho para sua canonização. Além disso, ecoa as palavras que ele mesmo repetia: "Estar sempre unido a Jesus é o meu plano de vida". Não era apenas uma frase bonita, mas um compromisso vivido com intensidade até o fim. E é justamente esse espírito que deve inspirar famílias, catequistas e educadores: oferecer às crianças não apenas ensinamentos sobre o divino, mas experiências concretas de fé.
A missão sacerdotal encontra aí sua força: semear desde cedo, no coração infantil, o amor a Jesus, para que cresçam enraizados na graça. Carlo nos lembra que a santidade começa no ordinário, na escolha de fazer o bem, na fidelidade às pequenas coisas. É hora de mostrar às novas gerações que a amizade com Deus é o maior presente que se pode receber, e que começa hoje, não amanhã.
*Texto escrito por Padre Rodrigo Natal